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Livros

02 de Outubro de 2012

Conservação da Natureza - e eu com isso?

Conservação da Natureza - e eu com isso?

Autor:Rede Marinho-costeira e Hídrica do Brasil

Editora:Fundação Brasil Cidadão

O livro "Conservação da Natureza - e eu com isso?" (Fundação Brasil Cidadão), organizado pelo presidente da Rema (Rede Marinho-costeira e Hídrica do Brasil) , José Truda Palazzo Jr., critica fortemente a gestão ambiental do país. Na obra, apoiada pela Fundação Avina,  contém treze artigos que variam desde o questionamento da eficiência da gestão das Unidades de Conservação brasileiras a até mesmo a transposição do Rio São Francisco, anunciada como uma "perpetuação da indústria da seca na região".

"Não são necessidades legítimas de desenvolvimento que pressionam pela destruição de nossos ecossistemas remanescentes e sua biodiversidade, mas sim políticas públicas pensadas para beneficiar determinados setores muito específicos da economia – sobressaindo aí as empreiteiras, os latifúndios, a mineração (incluindo o ufanismo histérico do petróleo) e a pesca industrial", afirma Truda Jr., logo no início da apresentação.

No quinto artigo, "RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) – O que você ganha com isso", João Bosco Carbogim reflete sobre a necessidade de valorar economicamente a natureza, esperando sempre ganhar algo. “Parece que a cabeça das pessoas está programada para buscar vantagens econômicas em qualquer atitude que se tenha perante a natureza, por mais altruísta que possa ser”, critica ele, explicando que "na realidade, a decisão de conservar a natureza foge a esse parâmetro por se tratar de uma questão de valores e tem a ver com a percepção que se tem da vida e do que estamos fazendo no planeta terra".

Segundo o coordenador do Núcleo de Estudos e Articulação do Semiárido (Nessa), João Sussuana, a construção das represas das usinas geradoras do rio São Francisco diluiu a atividade pesqueira da região. De acordo com ele, "as espécies de piracema estão desaparecendo do rio devido à impossibilidade que têm os peixes de fazerem o seu trajeto natural de subida das corredeiras para a realização das desovas".

"A população carente nordestina, principalmente aquela residente de forma difusa na região semiárida, não terá acesso a uma gota sequer da água do Velho Chico. Para nós, é a perpetuação da indústria da seca", diz.

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