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18 de Janeiro de 2011

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ONU demonstra preocupação com situação das cheias no Rio de Janeiro

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Ban Ki-moon expressou solidariedade às vítimas da tragédia/Foto: Eskinder Debebe/UN

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, informou na segunda-feira, 17 de janeiro, que está 'extremamente preocupado' com a situação das cheias no Rio de Janeiro. Ao responder a pergunta de uma jornalista, o porta-voz, Martin Nesirky, relatou que Ban está sendo informado da situação e que considera as cheias da Região Serrana um "desastre em grande escala".

O porta-voz citou ainda os casos das enchentes na Austrália e no Sri Lanka. Ban Ki-moon garantiu que a ONU está preparada para ajudar caso o governo brasileiro peça o apoio.

Segundo o porta-voz Martin Nesirky, o governo brasileiro está em contato com o Ocha (Escritório de Assistência Humanitária das Nações Unidas), e caso haja necessidade, a ONU estaria disposta a auxiliar.

As enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro já mataram pelo menos 640 pessoas, e muitas vítimas ainda estão desaparecidas. Ban Ki-moon afirmou que está triste com a perda de tantas vidas.

A tragédia no Rio de Janeiro também pautou o discurso da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, na segunda-feira. Ela alertou que um dos desafios dos governos do Brasil, da Austrália e do Sri Lanka é combater os efeitos das alterações climáticas. Margaret classificou o caso brasileiro e os demais como “catástrofe natural”.

A diretora-geral advertiu ainda que a crise financeira, registrada em 2010, atingiu vários programas de saúde. Ela afirmou que as áreas mais afetadas foram os projetos referentes ao combate à Aids, tuberculose e malária.

Margaret destacou ainda que é necessário lembrar que os recursos para os programas, que sofreram redução no orçamento em 2010, são usados para várias ações desde a compra de mosquiteiros que protegem contra o inseto que transmite a malária até a aquisição de medicamentos anti-retrovirais para o tratamento da Aids.

A representante da OMS lembrou que os recursos também são usados para a obtenção de diagnóstico sobre a contaminação do vírus HIV e o tratamento da tuberculose, inclusive a aplicação de vacinas em bebês.

OMM sugere maior coordenação com a Defesa Civil

Um dos vice-presidentes da Organização Mundial de Meteorologia, OMM, Divino Moura, afirmou em entrevista à Rádio ONU que a coordenação sobre os alertas do tempo, em parceria com a Defesa Civil, precisa ser revista.

A afirmação foi feita, nesta segunda-feira, em meio as discussões sobre as cheias que destruíram parte da Região Serrana do Rio, além das enchentes na Austrália e no Sri Lanka.

"Eu acho que o sistema tem que ser mais bem articulado. Nós temos por norma que adotar o que a OMM aconselha. Uma chuva intensa tem um certo significado, uma rajada de vento etc. E talvez, essa informação do ponto de vista da Defesa Civil precisa ser melhor traduzida. Eu acredito que estamos em momento muito apropriado de rever essas nomenclaturas e conceitos e trabalhar mais junto com a Defesa Civil", Divino Moura.

O vice-presidente da OMM alertou que, para evitar outras tragédias, será preciso investir pesado em prevenção. Ele citou o caso de Porto Alegre, que sofreu com cheias nos anos 1940.

"Foi uma enchente muito grande. E desde então, isso já tem 70 anos, não se houve muito falar em enchentes em Porto Alegre. O que houve da própria prefeitura local foi uma série de construções. E tem um muro alto lá que veda, por exemplo, o transbordamento do Rio Guaíba. Há uma necessidade de se fazer obras, prevenção e se evitar uma ocupação irracional dessas áreas", ressaltou Moura.

A OMM informou que está analisando se o mesmo fenômeno La Ninã que causou as chuvas na Austrália, teria sido o motivo das cheias no Sri Lanka e na Região Serrana do Rio de Janeiro.

- Ouça a notícia da Rádio ONU em podcast -

Com informações da Rádio ONU e Agência Brasil

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