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Vida e Saúde

31 de Janeiro de 2012

 

Verão: o remédio do bem-estar

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O sol aumenta a produção de serotonina e a prática de atividades físicas ajuda a produzir endorfina, duas susbtâncias que causam bem-estar / Foto: George Ruiz

O céu azul e os dias ensolarados do verão trazem mais benefícios à sua saúde do que você imagina. É o que afirmam especialistas, que defendem que a influência solar altera o estado de espírito das pessoas e aflora o bom humor.

Os dias mais longos e calorosos são um convite para que as pessoas saiam de casa, interajam com a natureza, frequentem a praia, o parque e outros locais naturais, reforcem seus círculos sociais e se divirtam. Além disso, é nessa época do ano que as pessoas costumam tirar férias, viajar e descansar.

Mas não são apenas esses momentos que causam o bem-estar comum do verão. Segundo a psicanalista Soraya Hissa, com a chegada do verão ocorre uma mudança no comportamento das pessoas. Elas ficam mais bem-humoradas, comem menos, tomam mais líquidos e suam mais.

De acordo com Soraya, isso acontece por causa da aproximação do sol e do brilho que ele transmite, provocando uma reação no organismo das pessoas. “Os raios solares estimulam a produção de mais serotonina, substância que é responsável por melhorar o humor, causando uma sensação de bem-estar”, afirma a psicanalista.

Além de controlar a liberação de alguns hormônios e regular o ritmo circadiano, do sono e do apetite, esse neurotransmissor está associado a uma sensação agradável e desempenha um papel importante no sistema nervoso. Tanto que muitos estudos já testam a substância no combate a patologias como a ansiedade, depressão, obesidade, enxaqueca e esquizofrenia.

Segundo a psicanalista, a serotonina relaxa e, ao mesmo tempo, acorda o cérebro para experiências animadas, além de favorecer a qualidade do sono. Uma pesquisa realizada na Universidade de Surrey, na Inglaterra, mapeou o cérebro de 88 voluntários entre os anos de 1999 e 2003 e descobriu a atividade de uma proteína que bloqueia a serotonina, resultando na maior possibilidade do indivíduo ter um humor negativo.

Outro estudo, realizado em 1996 pela psiquiatra Helena Calil, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), avaliou o impacto do clima no cotidiano de 750 habitantes da cidade de São Paulo. Os resultados mostraram que quase 50% dos entrevistados sentiam mais incômodo físico e psicológico nos meses de junho, julho e agosto, além de reclamarem de perda de vitalidade, desânimo, mal-estar, melancolia e depressão.

“No verão, além das reações químicas positivas, o sol traz ao organismo benefícios psicológicos. Nessa estação, tudo nos convida a momentos atrativos e ao convívio social, fazendo com que o bom humor apareça”, afirma Soraya.

Esse “convite” para praticar atividades ao ar livre é outra arma do verão para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Impulsionada pelos dias mais ensolarados, a vontade de praticar exercícios físicos e entrar em forma também aumentam a produção de endorfina, outra substância ligada à sensação de bem-estar.

Segundo fisioterapeuta Tatiana Campos Rocha, a endorfina é produzida durante e depois das atividades físicas e regula as emoções. “A substância é considerada um analgésico natural e ajuda na redução do estresse e ansiedade, aliviando as tensões e estimulando o bem-estar”, afirma.

Mais frequentes no verão, os exercícios ao ar livre tornam a produção da endorfina ainda mais eficiente. Massagens e alongamentos terapêuticos também são opções indicadas para liberar a substância no organismo e aumentar a sensação de relaxamento e bem-estar.

Efeitos negativos

Mas nem tudo são flores quando o assunto é a mudança causada pelo verão no corpo humano. Um estudo do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) comparou a relação entre variações climáticas e índices de violência em 10 capitais brasileiras e descobriu que dezembro é o mês em que ocorre o maior número de ações violentas, como acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e agressões.

O motivo do aumenta da agressividade no verão é o mesmo do aumento da depressão no inverno: a ausência ou excesso de sol. O professor Francisco Mendonça, um dos responsáveis pela pesquisa, afirmou que onde o clima tem estações marcantes, como em todo o Sul e no Sudeste, o verão é sempre mais violento, enquanto as ocorrências policiais diminuem durante os meses de temperatura baixa.

De acordo com o pesquisador, o calor e suas consequências, como o aumento do ritmo cardíaco, a elevação da temperatura do corpo, a dilatação dos vasos e a transpiração, provocariam irritação, excitação, agressividade e explosões emocionais.

Além disso, o excesso de sol pode causar problemas à saúde, como queda de pressão, desidratação, problemas de digestão, queimaduras e insolação.

Cuidados

Para se prevenir dos danos do sol e aproveitar apenas os benéficos que ele tem a oferecer, siga algumas dicas e simples e curta bem o verão!

• Sempre que possível, evite sair nos horários em que o sol estiver mais forte, das 10h às 16h. Prefira sair de manhãzinha ou ao entardecer;
• Use sempre filtro solar recomendado para seu tipo de pele;
• Evite ficar exposto ao sol e busque, sempre que possível, uma sombra;
• Prefira uma alimentação leve, coma bastantes frutas, verduras e legumes;
• Mantenha-se hidratado. Tenha uma garrafinha de água sempre ao lado e não espere sentir sede para ingerir algum líquido;
• Evite bebidas com cafeína, álcool ou muito açúcar. Eles podem aumentar o processo de desidratação;
• Facilite a transpiração, use roupas folgadas, de tecidos leves e claros;
• Proteja o rosto com bonés e chapéus;
• Use óculos escuros com proteção ultravioleta total para evitar queimaduras da córnea e da retina, que causam lesões irreversíveis;
• Quando o calor apertar, procure um ambiente com ar-condicionado, como um shopping ou uma biblioteca. Mesmo que você permaneça apenas alguns minutos ali, isso irá ajudar a manter seu corpo mais fresco quando você tiver que retornar para o calor;
• Se refresque sempre que possível. Lave rosto, nuca, braços e mãos, tome uma ducha fria, mergulhe na piscina ou tome um banho de mar;
• Os cuidados devem ser redobrados com bebês e crianças, maiores de 65 anos e pessoas com problemas de saúde - especialmente cardíacos ou com pressão alta.

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