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11 de Janeiro de 2011

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Pequenos negócios devem aproveitar Copa e Olimpíadas, sugere Sebrae

 barboza destacou as oportunidades que os mega eventos dever� gerar
"Precisa-se de tudo ao mesmo tempo", afirmou Luiz Carlos Barbosa, consultor do Sebrae/Foto: Fabio Chieppe/ASN

“A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 podem tirar o Brasil da estagnação de cinco anos do fluxo de turistas estrangeiros para receber, dos atuais 5 milhões, até 7,5 milhões de visitantes até 2014 e 9 milhões em 2018”. O alerta é de Luiz Carlos Barboza, ex-diretor técnico e atual consultor do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

A partir de 2011 até 2016 o Brasil vai sediar pelo menos cinco mega eventos internacionais, principalmente esportivos, que mobilizarão multidões e grandes volumes de recursos. Só a Copa do Mundo de 2014 vai atrair cerca de 660 mil turistas estrangeiros (além dos locais, e injetar R$ 143,4 bilhões na economia brasileira, segundo pesquisa da Ernest & Young e Fundação Getúlio Vargas.

Nesse sentido, os micro e pequenos empreendimentos precisam se preparar para aproveitar essas oportunidades, na opinião de Barboza, que é especialista em desenvolvimento em pequenos negócios. De acordo com ele, dos R$ 143,4 bilhões investidos, 20,8% (o equivalente a cerca de R$ 30 bilhões) serão destinados para compras de produtos e serviços, dos quais uma parcela desses recursos certamente pode ser capturada pelos micro e pequenos negócios.

“Precisa-se de tudo ao mesmo tempo. O número de encomendas que teremos é impressionante e teme-se até a incapacidade de atendimento a toda essa demanda”, ressaltou Barboza.

Ele lembrou, por exemplo, que os recursos serão investidos em áreas que vão da indústria têxtil a móveis em madeira. Conforme as pesquisas apontam, os principais gastos dos turistas são com hotéis, seguidos de alimentação, compras, transporte, cultura e lazer - áreas em que os micro e pequenos negócios atuam.

"Vergonha da importação"

Conforme o consultor, a Copa de 2014 vai gerar negócios potenciais para produtos e serviços provenientes de micro e pequenos empreendimentos de desenvolvimento territorial ou local de comunidades urbanas ou rurais, de empreendimentos da economia solidária, do comércio justo, da agricultura familiar, alimentos orgânicos ou agroecológicos, artesanato e souvenirs, além de confecções e acessórios, sem falar nas manifestações culturais e artísticas.

“Não se pode passar a vergonha de o turista comprar aqui artesanato que vem da China”, observou Barboza. Segundo ele, o desenvolvimento da alimentação orgânica nos próximos anos também poderá ser um diferencial. Em novembro de 2010, o EcoD já adiantava que o projeto Copa Orgânica Sustentável pretende dobrar o mercado de produtos orgânicos no Brasil, que hoje está na ordem de R$ 400 milhões. A iniciativa será implantada a partir deste ano nas 12 cidades-sede do Mundial.

Luiz Carlos Barboza explicou que, para aproveitar ainda mais essas oportunidades, além de preparados, os micro e pequenos negócios também precisam estar organizados.“Haverá oportunidades, mas o grau de aproveitamento depende do grau de organização desses negócios."

Uma das principais iniciativas, lembrou Barboza, é procurar orientação do Sebrae e outros órgãos que atuam na área. Ele lembrou que a instituição já vem desenvolve o Projeto Sebrae na Copa 2014, destinado a preparar as micro e pequenas empresas para aproveitar as oportunidades geradas pelos grandes eventos esportivos. O trabalho envolve capacitação, sistema de informação sobre essas oportunidades e estreitamento de parcerias comerciais entre fornecedores e compradores, inclusive por meio virtual. “As empresas que passarem por essa experiência ganharão a Copa”, projetou.

Segundo o gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Juarez de Paula, as oportunidades geradas com a Copa 2014 extrapolam para todos os estados. “O Brasil é o país do futebol e a Copa não acontece todos os dias na nossa casa. Então, todos se mobilizarão e todos vão querer participar”, lembrou, ao alertar que haverá oportunidades para negócios mesmo nas cidades que não sediarão os jogos. “As oportunidades estão em todo lugar e se soubermos lidar bem com essa paixão nacional, todos sairão ganhando”, acrescentou.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias.

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