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Juventude

17 de Junho de 2009

 

“Qualificar os jovens é fundamental para uma sociedade sustentável”

Wanda Engel
Wanda acredita que a qualificação dos jovens é fundamental para a construção de uma sociedade sustentável e com cidadãos provedores / Foto: Rio Voluntário

Em conversa com o portal EcoDesenvolvimento.org, Wanda Engel, superintendente executiva do Instituto Unibanco, afirma que a evasão escolar e pouco investimento financeiro neste setor fazem do objetivo de desenvolvimento sustentável uma verdadeira “bomba relógio”, que pode explodir a qualquer momento por conta da falta de qualificação educacional - critério básico para a melhoria da qualidade de vida de uma nação. Para Wanda, só é possível gerir o país rumo a uma nova realidade com a juventude dentro das salas de aula.

“Quando você pensa em juventude, pensa em uma mudança para a fase adulta, e neste ponto, o mais importante é entrar no mercado de trabalho, mas para que isso aconteça é preciso educar.”, afirmou a superintendente do instituto, que atua nesta importante fase, apoiando iniciativas educacionais que possibilitem um efetivo aprendizado de jovens, dando especial atenção ao ensino médio, área crítica no atual cenário da educação brasileira.

O instituto Unibanco também defende o prolongamento, qualificado, da vida estudantil, já que segundo Wanda, na moderna sociedade do conhecimento, ou se tem 11 anos de escolaridade com o ensino médio completo, ou não é possível formar o cidadão como um profissional ativo.

Manter o jovens nas salas de aula

Jovens que não estudam e não trabalham fazem parte do chamado Índice de Desocupação e terminam no mercado ilegal, como o tráfico de drogas e a prostituição. A educação deve entrar como a principal ocupação para que este índice não desestabilize a máquina do desenvolvimento e aumente o estímulo do ensino, projetando um futuro profissional e uma mudança em médio prazo. Para Wanda, isso é difícil, não só pela falta de investimentos públicos, mas também por conta do imediatismo comum a juventude, já que 40% dos jovens evadem das escolas no ensino médio pelo desinteresse.

Wanda explica que este desinteresse pode partir de diferentes motivos. “Primeiro por falta de condições acadêmicas, já que trazem muitas deficiências do ensino fundamental; ou pela ausência de instrumentos de aprendizado estimulantes e relacionados ao interesse dos jovens; ou ainda pela falta de perspectivas de futuro”, contou.

Mesmo sabendo que educação, em todo o seu processo, é um grande investimento e precisa de tempo para atingir reais conquistas, é necessário construir um elo entre o agora e o futuro dos jovens. “Motivando os jovens no sentido de que eles possam enxergar avanços com o seu investimento é fundamental para mantê-los em sala. Um argumento real é que cada ano de escolaridade representa 15% a mais de salário”.

Segundo Wanda, as incongruências nas despesas nacionais devem ser repensadas como forma de estancar a saída dos alunos. Para ela, no mesmo passo em que 3,06 milhões jovens entram na escola, 1,08 milhões saem. “O Brasil gasta cerca de 10,5% do PIB com questões relacionadas a violência enquanto a educação recebe apenas 4% do mesmo número. Isso para o país, em termos de desenvolvimento sustentável, é uma bomba relógio, já que caminhamos para um mercado, que busca qualificação e que não poderá ter a demanda cumprida com jovens sem uma efetiva educação”.

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