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Mudanças Climáticas

25 de Outubro de 2010

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Chance de aquecimento do Ártico permanecer é grande, aponta estudo

 urso sofre com o aquecimento na regi� do �tico
Urso polar acompanha de perto a menor incidência do gelo sobre o mar no Ártico/Foto: U.S. Geological Survey

Sinais das mudanças climáticas registrados no Ártico neste ano, tais como aquecimento do ar, menos gelo sobre o mar e derretimento de geleiras indicam que a região não retornará ao estado mais frio anterior, segundo relatório desenvolvido por pesquisadores norte-americanos, canadenses, dinamarqueses e russos, divulgado pela Administração Nacional de Atmosfera e Oceano (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

A avaliação dos cientistas aponta que o "retorno às condições prévias do Ártico é improvável". As condições da região são importantes porque exercem um efeito poderoso sobre o clima nas latitudes intermediárias do hemisfério Norte. Eles observaram uma ligação entre as pesadas nevascas nos Estados Unidos, Norte da Europa e Oeste da Ásia no último inverno boreal às temperaturas atmosféricas mais elevadas no Ártico.

"O inverno 2009-2010 mostrou uma nova conectividade entre o frio extremo das latitudes médias e os eventos climáticos de neve e mudanças no padrão de ventos do Ártico, o chamado Padrão Ártico Quente/Continentes Frios", descreve o relatório.

Os cientistas encontravam evidências amplas de aquecimento do Ártico, uma vez que as temperaturas do ar junto à superfície aumentam acima das médias globais com o dobro da velocidade das latitudes menores, informou à Reuters Jackie Richter-Menge, do Laboratório de Engenharia e Pesquisa de Regiões Geladas do Exército Americano.

Um processo conhecido como amplificação polar ajuda a explicar o fenômeno citado por Richter-Menge. O ar quente derrete a neve branca que deveria refletir a luz do Sol, formando um material mais escuro, que absorve calor e amplia o aquecimento.

Geralmente, o ar gelado fica aprisionado no Ártico durante os meses de inverno, mas em 2009 e no início de 2010, potentes ventos sopraram o ar mais frio do Norte para o Sul, fator que rompeu o padrão mais comum de Oeste para Leste, explicou o oceanógrafo Jim Overland, da NOAA. Ele vê isso como um elo entre o Ártico mais quente, com menos gelo sobre o mar e o clima nas latitudes mais baixas e sugere que o fenômeno deverá se tornar mais comum à medida que o gelo continua a derreter.

"É um certo paradoxo quando se tem um aquecimento global na atmosfera que na verdade pode criar mais tempestades de inverno. Aquecimento global não é apenas mais calor em toda parte... ele cria essas complexidades", destacou o pesquisador.

Assista abaixo ao vídeo da NOAA relacionado ao estudo:

- Leia o relatório dos cientistas (em inglês) -

Com informações da Reuters

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