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Mudanças Climáticas

02 de Março de 2010

 

Cientistas defendem que IPCC deve ter dedicação exclusiva

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A secretária nacional de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn, já integrou o grupo de pesquisadores do IPCC /Marcello Casal JR/ABr

A crise que assola o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) ainda parece longe do fim, mas as alternativas para devolver a imagem de credibilidade do órgão que chegou a ganhar o Nobel da Paz, em 1997, estão em debate na comunidade científica internacional.

Alguns cientistas veem a necessidade da formação de um pequeno grupo de pesquisadores para se dedicar exclusivamente ao IPCC, uma vez que os profissionais que trabalham atualmente no órgão são voluntários. Recentemente, a instituição incluiu em um de seus relatórios que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035, mas já foi comprovado que a informação está mal fundamentada cientificamente.

Uma reunião realizada em Oxford na segunda-feira, 1º de março, discutiu os procedimentos que serão adotados para garantir a qualidade do próximo relatório do órgão. A secretária nacional de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn, é uma das defensoras da proposta de que o grupo de cientistas deve contar com pesquisadores permanentes.

"Na época que eu estava tocando um dos capítulos, meu co-chair era um pesquisador japonês da Honda. Ele tinha uma porção de estagiárias ajudando. No meu caso eu era só eu, eu e eu mesma", exemplificou Kahn ao jornal O Estado de S.Paulo.

Para Segen Estefen, professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), a revisão das informações incluídas no relatório devem ser baseadas no maior profissionalismo possível. "Sugiro que revisores externos, especialistas no assunto, sejam selecionados com base num critério a ser estabelecido e aprovado pelo IPCC, com ampla divulgação."

Sistema

O IPCC não desenvolve pesquisas, mas analisa e complementa estudos já publicados. Depois que um grupo de autores escreve sua parte do relatório, o texto circula pelo mundo e recebe comentários e críticas de revisores - que devem ser respondidos um a um.

"Em um relatório de três mil páginas alguns erros são inevitáveis", ponderou Vicky Pope, representante do serviço meteorológico do Reino Unido (Met Office). No entanto, ela ressaltou que as falhas devem ser corrigidas para que a credibilidade do painel seja mantida. "As principais conclusões do quarto relatório do IPCC são confiáveis", observou. 

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