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Carros e Transportes

28 de Outubro de 2010

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Conferência expõe pontos de vista sobre o futuro dos carros elétricos

dieter zetsche 

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Dieter Zetsche, executivo da Daimler AG / Foto: St. Gallen Symposium

Dieter Zetsche, chefe executivo da Daimler AG, descreveu as perspectivas para os carros elétricos nos próximos 10 anos como “relativamente comedidas”, numa conferência automotiva em Xangai, segundo o Wall Street Journal. Mesmo assim, ele diz que a Daimler está pronta para investir pesado em tecnologia já que, para a companhia, essa deve ser a direção da indústria automobilística.

Apenas entre 1% e 5% de todos os veículos que serão produzidos no mundo até 2020 deverão ser elétricos ou híbridos - o que tornará mais lenta a transição entre a tecnologia atual, movida à combustão, para outra, mais limpa. Além disso, os altos custos e o alcance limitado da direção desses veículos também dificultarão a sua propagação.

Ainda segundo o Wall Street Journal, o presidente da base italiana da Fiat SpA na China, Franco Amadei, concorda com Zetsche que a engenharia dos carros movidos a combustível fóssil deve dominar a indústria automotiva pelos próximos 20 ou 30 anos. Porém, acredita ser uma “questão de tempo” para que os carros elétricos virem moda; basta popularizar esse modo de transporte.

A visão de Zetsche não é, entretanto, compartilhada por todos. O CEO da Nissan Motor Co. Carlos Ghosn, acredita que a expectativa de venda de automóveis elétricos poderá ser de até 10% da demanda global de carros e outros veículos pouco poluentes até 2020.

Apesar do pensamento negativo, a fabricante de carros alemã aposta nos veículos e decidiu firmar acordos com a fabricante de carros BYD Co e no uso de baterias chinesa neste ano. Espera-se que a BYD e a Damiler, donas da Mercedes-Benz, invistam 600 milhões de yuan (cerca de R$1,5 milhão) na parceria.

Kevin Wale, CEO da base americana da General Motors Co., acredita que, com a crescente expansão da economia chinesa, o mercado de fabricação de carros no país continuará a oferecer um grande potencial e provavelmente será o maior do mundo em um futuro previsível.

Cerca de 160 fabricantes produzem carros na China e qualquer consolidação se moverá provavelmente muito devagar nos próximos cinco anos, afirmou o executivo Zhang Baolin em entrevista ao jornalista Norihiko Shirouzo.

A expectativa do crescimento da força do mercado chinês não trará à tona nem mesmo as empresas mais fracas. Para Baolin, uma “onda de consolidação” deverá acontecer a partir de 2015, e deverá durar cerca de cinco anos. Antes disso, porém, ele afirma “não esperar nada”.

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