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04 de Dezembro de 2009

 

Debates buscam abordar o problema da desertificação no Brasil

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Dados da ONU apontam que a desertificação prejudica um terço da população mundial/Foto: Lee Jordan

Caracterizada pela degradação dos solos, a desertificação é responsável por impactos negativos na vida de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, o equivalente a um terço da população mundial. Fatores como a insegurança alimentar e a migração desordenada são apontados como alguns dos problemas causados por esse fenômeno da natureza provocado, muitas vezes, em razão da ação humana. Entre 21 de setembro e 2 de outubro deste ano, a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, realizada na Argentina, buscou discutir as políticas internacionais para enfrentá-lo. No Brasil, os debates sobre o tema já começaram, visando o Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação, marcado para março de 2010 nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

A primeira etapa preparatória para o encontro nacional será realizada na sexta-feira, 4 de dezembro, em Recife. O objetivo do evento é dar início ao pacto entre os órgãos federais, estaduais e sociedade civil (Pacto pelo Desenvolvimento Sustentável do Semiárido), além de reunir tomadores de decisões que possam se comprometer com a agenda da desertificação e do desenvolvimento sustentável em suas regiões.

Durante a reunião haverá a apresentação do modelo de construção do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca de Pernambuco (PAE/PE), bem como a identificação do marco legal e institucional necessário à implementação do programa pernambucano, que servirá de referência a outros estados participantes, como Piauí, Alagoas e Sergipe. Também serão realizados encontros em Natal (8/12) e Salvador (11/12) para agregar os demais estados que possuem áreas suscetíveis à desertificação: Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Bahia, Ceará e Minas Gerais.

O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke, explicou que estas reuniões são “importantes para iniciar o processo de construção do pacto pelo desenvolvimento sustentável do Semiárido”, que será firmado no Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação.

Fundos

Em meio a participação na convenção de Buenos Aires, em outubro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu que haja fundos constituídos pelos países desenvolvidos na ordem de US$ 400 bilhões por ano, a fim de impedirem as mudanças climáticas. Segundo ele, parte desses recursos precisa ser destinada para o combate a degradação do solo, uma medida capaz de ajudar a solucionar uma série de problemas. "Isso é muito importante, porque é uma forma inclusiva. Você captura muito mais carbono, impede a fome, a quebra das culturas alimentares e impede também o êxodo", destacou. 

O tema desertificação deve ser discutido novamente em nível mundial a partir da próxima segunda-feira, 7 de dezembro, quando começa a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague, capital da Dinamarca.


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