Editorias / Ciência e Tecnologia
HOME | Notícias | Descontaminação de lâmpadas florescentes

Ciência e Tecnologia

23 de Outubro de 2008

 

Descontaminação de lâmpadas florescentes


Lâmpadas florescentes precisam de uma atenção especial na hora de serem jogadas fora
Foto: Danilo Reis

Lâmpadas florescentes ajudam na preservação do meio-ambiente, pois possibilitam uma grande economia de energia elétrica. No entanto, componentes que fazem parte de sua composição, como o mercúrio, são altamente tóxicos. Para que algo que é um “parceiro” da natureza não acabe por prejudicá-la, deve-se prestar muita atenção como descartá-las corretamente. Há algum tempo atrás, isto era um grande problema. Hoje já existem empresas especializadas em retirar os componentes tóxicos das lâmpadas.

O mercúrio é um metal pesado, extremamente prejudicial ao meio-ambiente e à saúde humana e de animais. Quando descartada de forma incorreta, as lâmpadas florescentes acabam por deixar vazar o gás mercúrio, presente em seu interior. O metal pode contaminar o solo, a vegetação e rios ou lagos próximos ao local.

Como jogar fora as lâmpadas

Apesar de ainda pouco conhecido, o processo de descontaminação das lâmpadas é relativamente simples: elas são colocadas dentro de uma máquina, que separa o material tóxico do vidro, plástico e metal. O interior da máquina é lacrado e com o uso do vácuo quebra a lâmpada. Automaticamente, o mercúrio – mais pesado – se deposita no fundo da máquina.

Os outros gases presentes na lâmpada passam por um filtro de carvão ativado e são liberados no ar, livres de toxicidade. O vidro, metal e plástico saem pala lateral da máquina, também limpos e prontos para serem descartados ou reciclados.

O equipamento foi desenvolvido por um norte-americano e trazido ao Brasil pela primeira vez por uma empresa paulista. Hoje há empresas que oferecem o serviço em várias cidades do país e é possível fazer a descontaminação em qualquer tipo de lâmpada florescente.

Reciclagem

O mercúrio é vendido a empresas que o reutilizam em termômetros, outras lâmpadas ou na produção de cloro. O vidro e o metal são destinados principalmente a empresas que fabricam cimento. O plástico também pode ser reutilizado para diversos fins, tornando a lâmpada completamente reciclável.

O descarte adequado das lâmpadas ainda não é obrigatório no Brasil. Há apenas uma recomendação do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama – para que as empresas dêem um destino adequado a produtos que utilizem metais pesados, como o mercúrio, na sua composição. Contudo, descartar grandes quantidades de lâmpadas florescentes inadequadamente pode ser configurado em crime ambiental, não pelo ato de jogar fora, mas pela contaminação resultante.

Na maioria das vezes, o descarte adequado fica a cargo da consciência ecológica das empresas ou do medo de uma denúncia ambiental. “Há empresas com as quais nós trabalhamos que pedem a seus funcionários para levarem suas lâmpadas usadas para serem descartadas adequadamente”, conta José Pereira Neto, responsável pela Ivomax, empresa que oferece o serviço em Salvador.

Neto afirma que o correto é realmente fiscalizar as empresas e criar meios para possibilitar as pessoas descartarem suas lâmpadas adequadamente, já que o ele só é viável financeiramente se houver mais de 100 lâmpadas. Algumas prefeituras já têm leis que obrigam as empresas que comercializam lâmpadas a recolherem os produtos usados e derem um fim adequado.

Faça sua doação!

Estamos precisando muito da sua ajuda e qualquer valor doado é de grande importância.

Você pode impedir que este trabalho importante de conscientização acabe, fazendo sua doação. Todos os recursos obtidos serão utilizados para a manutenção de nossas atividades. Vale lembrar que todo conteúdo é 100% gratuito e acessível a qualquer cidadão.

Clique aqui e saiba como fazer a sua doação!

Comentários

Deixe sua opinião sobre este assunto.

Dicas
Veja Mais Dicas
Guias
Veja Mais Guias
 
Shopping EcoD
Abrasivo Digital