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Energia

10 de Setembro de 2009

 

Deserto mongol abrigará maior usina solar do mundo em 2019

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Feitas com telurito de cádmio, as células fotovoltaicas da First Solar são menos eficientes do que as de silício, mas têm valor menor/Foto: sxc.hu

Uma iniciativa da China, país que mais emite dióxido de carbono (CO2) em todo o mundo, desenvolverá a maior usina solar do planeta na região desértica de Ordos, na Mongólia, informou o jornal The New York Times. Funcionários do governo chinês assinaram na terça-feira, 8 de setembro, um acordo com a First Solar, fábrica norte-americana de paineis solares, para a construção de uma central fotovoltaica com capacidade total instalada de 2 mil megawatts (MW).

Parte de um parque energético voltado para as fontes renováveis, o projeto da First Solar deve ser concluído em 2019, e já é considerado a maior planta solar do mundo. O acordo entre o governo chinês e a empresa norte-americana tende a abrir um mercado potencialmente amplo em relação a este setor na China – país pressionado pela comunidade internacional a acelerar o seu desenvolvimento de energia limpa.

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Governo chinês reconheceu, recentemente, que o país é o principal emissor de gases poluentes/Foto: morguefile.com

“Isso tem a escala de uma usina nuclear”, destacou Mike Ahearn, principal executivo da First Solar. Daqui a nove anos, quando estiver concluído, o projeto em Ordos deverá gerar energia suficiente para suprir 3 milhões de lares chineses. “Se isso for conectado e for econômico na rede, demonstrará que energia solar em grande escala realmente funciona”, destacou o empresário. O custo total da planta é estimado em US$ 6 bilhões.

Tecnologia

Compostas por telurito de cádmio, as células da First Solar são menos eficientes que as de silício produzidas pela chinesa Suntech – a terceira maior empresa do ramo (a primeira é a própria fábrica dos EUA). No entanto, elas possuem a vantagem de serem fabricadas a um custo menor.

Com potencial instalado de 11.950 MW, capacidade cerca três vezes superior a da megausina hidrelétrica de Santo Antônio (3.150 MW), em construção no rio Madeira, o parque renovável de Ordos conta com 6.950 MW de energia eólica, 3.900 MW de fotovoltaica, 720 MW de solar térmica e 310 MW de biomassa.

Disputa?

Em 16 de julho deste ano, você viu aqui no portal EcoDesenvolvimento.org, que um consórcio formado por 10 empresas multinacionais, dentre as quais a Siemens, a RWE e o Deutsche Bank, manifestou em uma carta de intenções a ideia de criar a Iniciativa Industrial Desertec, no deserto do Saara. Orçado em US$ 555 bilhões, o projeto para ser instalado ao Norte da África será o maior do mundo em energia solar, caso realmente saia do papel.

Fonte inesgotável e abundante na natureza, a energia solar não gera resíduos poluentes ao ser convertida em eletricidade. Apesar de relativamente caros, os equipamentos tecnológicos necessários para tal conversão dispensam a manutenção constante. Em um tempo de preocupação com o clima em todo o mundo, essa alternativa se apresenta como uma das armas positivas na luta contra o aquecimento da Terra.

*Com informações do The New York Times


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