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Mudanças Climáticas

08 de Outubro de 2009

 

EcoD Básico: Camada de Ozônio

ciclo

É difícil imaginar o estudo da ciência, desde os tempos de escola, sem a presença recorrente do assunto camada de ozônio. Os estudos sobre este tema avançaram em 1985, quando o cientista inglês John Farman fez o primeiro alerta sobre a redução desta extensão situada na estratosfera, causada pelo aumento da ação de poluentes. Atualmente, em um contexto de preocupação mundial com as mudanças climáticas, é importante relembrar e atualizar o que aprendemos nas salas de aula, com o objetivo de compreendermos o que ainda pode ser feito.

O que é?

A camada de ozônio está situada na estratosfera, numa distância de 16 a 50 quilômetros da superfície terrestre. Ela é de fundamental importância para a biodiversidade do planeta, pois protege plantas, animais e as populações do excesso de radiação ultravioleta emitida pelo sol. A principal ação da camada de ozônio consiste na absorção dos raios ultravioleta (UVB), prejudiciais à saúde humana, caso entrem em contato direto com a pele.

Aumento do buraco

Diversos estudos têm apontado que o buraco da camada de ozônio (descoberto em 1980) registra índices alarmantes de crescimento nos últimos 20 anos. Só para se ter ideia, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa) indicou em 1987 a existência de um buraco com cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados (km2) sobre a Antártida, além de também ter demonstrado que o chamado escudo protetor perdera a espessura, principalmente nos pólos.

Já em 1995, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou que em vez dos 7 milhões de km2 de extensão, de acordo com o relato feito pela Nasa em 1987, o buraco da camada de ozônio atingiu a marca de 10 milhões de km2 em cerca de apenas oito anos. À época, pesquisas apontaram o cloro presente nos compostos dos gases clorofluorcarbonetos (CFCs) como o principal responsável pelo aumento do buraco e, por conseguinte, pela diminuição da camada.

Em agosto de 2009, um estudo publicado na Revista Science, surpreendeu a comunidade científica ao demonstrar que o óxido nitroso é mais prejudicial à camada de ozônio do que os gases CFCs. De acordo com os cientistas da Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês), o também conhecido como gás do riso vai permanecer como o maior vilão da camada até o final do século 21, caso medidas emergenciais deixem de ser tomadas. Já em setembro, a OMM informou que o tamanho estimado do buraco da camada de ozônio é de, aproximadamente, 25 milhões de km2.

Bem, agora que você já sabe que a emissão de gases poluentes na atmosfera contribui para o aumento do buraco da camada de ozônio, fator capaz de ocasionar danos a saúde como doença de catarata, câncer de pele e até mesmo a morte, tenha a certeza de que ações simples empregadas no nosso dia a dia são fundamentais para evitar esses malefícios, além de fazerem bem ao meio ambiente em geral. Veja algumas:

  • Evite a exposição ao sol das 9 às 15h;
  • Utilize a proteção adequada nos outros horários;
  • Use chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção (FPS) 15 ou mais (a depender da cor de sua pele);
  • Quando for usar o protetor, atenção para aplicá-lo 30 minutos antes da exposição ao sol e sempre que sair da água;
  • Troque o seu refrigerador antigo por um mais moderno, desprovido dos gases CFCs.

Medidas

Um terço da emissão do óxido nitroso é proveniente de atividades humanas, mas este gás também é emitido por fontes naturais, como bactérias presentes no solo e nos oceanos, ou como subproduto dos métodos de fertilização na agricultura, da combustão, do tratamento de esgoto e de diversos processos industriais. Já os CFCs são usados em alguns tipos de sprays, chips de computadores, geladeiras, aparelhos de ar condicionado e materiais de plástico.

Em 1985 a Organização das Nações Unidas (ONU) consolidou a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, que resultaria dois anos mais tarde no Protocolo de Montreal, no qual a principal medida assinada pelos representantes dos países incluiu a proibição da produção de CFC. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prometeu que os últimos redutos deste gás estarão extintos no país até 2011. O Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio é celebrado no dia 16 de setembro. 

Infográfico produzido porinfo mamute


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