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04 de Agosto de 2010

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EcoD Básico: Lixo Eletrônico

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Os materiais eletroeletrônicos são compostos por grandes quantidades de elementos tóxicos/Foto: databhi

Anualmente, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidas no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). São computadores, celulares DVDs, geladeiras, pilhas e outra infinidade de produtos eletroeletrônicos que estão presentes de forma cada dia mais definitiva em nossas vidas, mas que não recebem a atenção adequada ao término da vida útil.

O simples ato de jogar uma pilha alcalina no lixo comum, por exemplo, representa um risco considerável para a sociedade, isso porque os materiais eletroeletrônicos são compostos por grandes quantidades de elementos tóxicos, como metais pesados (mercúrio, chumbo, cádmio e cromo), gases de efeito estufa e substâncias halogenadas (como os clorofluorocarbonetos - CFCs). Por essa razão, o descarte inadequado desses produtos pode causar consequências graves ao meio ambiente e à saúde humana.

O que fazer?

Para solucionar o problema gerado pelo lixo eletrônico é necessário aliar a consciência de cidadãos, empresas e governos. Comece por você! Toda vez que for descartar um produto eletrônico, como um celular, mp3 ou computador, em vez de jogá-lo no lixo, leve-o ao fabricante e devolva. Caso a corporação responsável pela fabricação do eletroeletrônico rejeite a devolução, tenha a certeza de que o grau de comprometimento da mesma com a sustentabilidade está longe da ideal.

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Iniciativas sustentáveis tentam evitar que lixo eletrônico acabe em aterros/Foto: greenlagirl

Algumas iniciativas espalhadas pelo Brasil já merecem destaque, como é o caso do programa Papa-Pilhas, realizado pelos bancos Santander e Real, que oferece depósitos de recolhimento de pilhas e baterias em postos de coletas espalhados pelas agências. Qualquer cidadão pode participar (mesmo que não seja cliente), além de empresas, universidades e outras organizações parceiras.

Outra alternativa é o projeto E-lixo maps, feito em parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e o Instituto Sergio Motta. Basta o interessado inserir o CEP e o tipo de lixo eletrônico que precisa ser descartado no site do programa, que um mapa com todos os locais mais próximos que recebem e reciclam esse tipo de resíduo é disposto na tela.

Por sua vez, o programa Descarte Certo recolhe o lixo diretamente na casa do consumidor e o encaminha para a recicladora, onde será desmontado e, a depender da peça, reaproveitado ou descartado corretamente. A iniciativa é da empresa Descarte Certo em parceria com a rede de supermercados Carrefour.

Especialistas ouvidos pelo portal G1 definiram os "Dez Mandamentos do Lixo Eletrônico", são eles:

1) Pesquise
É importante descobrir se o fabricante tem preocupações com o ambiente e se recolherá as peças usadas para reciclagem, depois que o aparelho perder sua utilidade. Esta lista do Greenpeace classifica as companhias, de acordo com iniciativas ligadas ao ambiente.

2) Prolongue
Você não precisa trocar de celular todos os anos ou comprar um computador com essa mesma freqüência. Quanto mais eletrônicos adquirir, maior será a quantidade de lixo eletrônico. Por isso, cuide bem de seus produtos e aprenda a evitar os constantes apelos de troca.

3) Doe
Caso seja realmente necessário comprar um novo eletrônico quando o seu ainda estiver funcionando, doe para alguém que vá usá-lo. Dessa forma, ainda é possível prolongar a vida útil do aparelho e a pessoa que recebê-lo não precisará comprar um novo.

4) Recicle
Os grandes fabricantes de eletrônicos oferecem programas de reciclagem. Antes de jogar aquele monitor estragado no lixo, entre em contato com a empresa (via internet ou central de atendimento telefônico) e pergunte onde as peças são coletadas. Muitas assistências também coletam esse material.

5) Substitua
Procure sempre fazer mais com menos. Produtos que agregam várias funções, como uma multifuncional, consomem menos energia do que cada aparelho usado separadamente. Também vale minimizar o uso de recursos ligados ao ambiente: para que imprimir, se dá para ler na tela?

6) Informe-se
O usuário de tecnologia deve ser adepto ao consumo responsável, sabendo as conseqüências que seus bens causam ao ambiente. Por isso, é importante estar atento ao assunto - somente assim será possível eliminar hábitos ruins e tomar atitudes que minimizem o impacto do lixo eletrônico.

7) Opte pelo original
As empresas que falsificam produtos não seguem políticas de preservação do ambiente ou se responsabilizam pelas peças comercializadas, depois que sua vida útil chega ao fim. Por isso, é sempre importante comprar eletrônicos originais.

8) Pague
Os produtos dos fabricantes que oferecem programas de preservação ambiental podem ser mais caros -- isso porque parte dos gastos com essas iniciativas pode ser repassada para o consumidor. A diferença de preço não chega a níveis absurdos e por isso, vale a pena optar pela alternativa “verde”.

9) Economize energia
Na hora de comprar um eletrônico, opte pelo produto que consome menos energia. Além disso, o consumidor consciente deve usar fontes de energia limpa (como a solar) sempre que possível.

10) Mobilize
É importante passar informações sobre lixo eletrônico para frente, pois muitos usuários de tecnologia não se dão conta do tamanho do problema. Divulgue, mas evite aqueles discursos inflados e catastróficos dos “ecochatos”, que não são nada populares.

Nós do EcoD listamos para você alguns dos principais fabricantes de eletrônicos e operadoras de telefonia móvel que já recolhem os eletrônicos usados.

Claro
A empresa recolhe em 140 lojas telefones celulares, baterias e acessórios de qualquer fabricante. A empresa promete que todos os pontos de venda no país terão uma urna coletora ainda em 2010, incluindo mais de 3,3 mil de seus agentes autorizados.

Dell
Entre os três principais fabricantes de computador no país, essa é a única que apóia uma política de coleta de computadores usados. Os clientes da Dell que querem doar computadores (dessa ou de qualquer outra marca) são direcionados à Fundação Pensamento Digital, que tem a fabricante como parceira. A empresa disponibilizará um sistema de coleta que vai até a casa do consumidor para retirar a máquina usada.

HP 
Promove campanhas sazonais chamadas Trade-in, realizadas em grandes lojas de varejo, nas quais os equipamentos usados de qualquer marca ou modelo podem ser revertidos em descontos na compra de impressoras, multifuncionais e scanners da HP. O abatimento no preço chega a R$ 300.

A empresa também tem uma política de recolhimento de cartuchos para clientes corporativos. Quando reciclados, os produtos podem ser utilizados na produção de peças automotivas, bandejas para microprocessadores e telhas de cobertura.

Motorola
Os clientes da empresa podem devolver os aparelhos e baterias em assistências técnicas autorizadas.

Nokia
Os usuários da fabricante podem entregar seus telefones, baterias e acessórios para algumas assistências técnicas.

Sony Ericsson
Empresa de tecnologia mais verde, segundo ranking recente do Greenpeace, a Sony Ericsson recolhe telefones celulares em grandes magazines ou assistências técnicas autorizadas. Para saber quais os endereços, o consumidor pode solicitar essa informação no site da companhia ou ligar para (011) 4001-0444.

TIM
Em todo o país, as lojas e revendas exclusivas da operadora recolhem aparelhos celulares, baterias e acessórios, que recebem destinação “de acordo com as normas ambientais”.

Vivo
A operadora tem 3,4 mil pontos de venda e revenda que aceitam celulares, acessórios e baterias. Os itens recolhidos são encaminhados para um descarte apropriado e, segundo a empresa, o recurso obtido com esses eletrônicos vai para o Instituto Vivo. A Belmont Trading, empresa responsável pela coleta, triagem e descarte, afirma que 80% dos aparelhos são reciclados e 20% são revendidos em outros países.

Recicladoras

Outra forma de ajudar a reduzir o lixo eletrônico é encaminhar o material que será descartado às recicladoras especializadas. Empresas e cidadãos comuns podem aderir à iniciativa. Veja abaixo algumas das organizações que possibilitam esta alternativa.

TCG Recycling
Suzaquim
Cimelia
Umicore
Noranda
Sacro
•Oxil
Otser Comércio de Resíduos e Sucatas Ltda

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Sancionada em 2 de agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deverá amenizar o problema do lixo eletrônico no Brasil. Ela institui, entre outros pontos, a chamada logística reversa, que se constitui em um conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. De acordo com as novas regras, os envolvidos na cadeia de comercialização dos produtos, desde a indústria até as lojas, deverão estabelecer um consenso sobre as responsabilidades de cada parte.

Atualmente, a logística reversa já funciona com pilhas, pneus e embalagens de agrotóxicos. Mas é pouco praticada pelo setor de eletroeletrônicos, que foi um dos que mais contestaram tal ponto do projeto. Com a PNRS, o lixo eletrônico seria classificado, respectivamente, como resíduo sólido especial e reverso. Nos termos da lei, o material eletroeletrônico descartado passará pelo programa de logística reversa do fabricante e somente depois por um procedimento diferenciado de manejo e disposição final.

Alerta

De acordo com um relatório publicado pela ONU em fevereiro, a venda de produtos eletrônicos aumentará de forma significativa na próxima década em países como China e Índia, além de continentes como África e América Latina. O descarte nessas nações deverá crescer entre 400% e 500% até 2020, em comparações aos níveis de 2007. Para conter esta tendência, o organismo internacional sugere a criação de sistemas mais eficazes de coleta e gestão de lixo eletrônico nessas nações.

O estudo aponta ainda que o Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico per capita a cada ano. Anualmente, o país abandona 96,8 mil toneladas métricas de PCs, o equivalente a meio quilo desse lixo eletrônico por brasileiro.

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