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Energia

03 de Julho de 2009

 

Estudo antecipa os 4 mandamentos da energia solar no Brasil

 Alta incidência solar facilita exploração dessa energia no Brasil
Alta incidência solar no Brasil facilita a exploração dessa energia/Foto: sea turtle

Certamente não é preciso ser um especialista para afirmar que o Brasil tem tudo para ser uma potência no que diz respeito à produção de energia solar nas próximas décadas. O país conta com uma alta incidência de insolação em seu território e ainda dispõe das reservas de quartzo, usado para produzir silício em grau solar, que é usado nos painéis de captação energética. Um estudo em andamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) sugere os 4 mandamentos da energia solar em terras brasileiras.

De acordo com o Estudo Prospectivo para Energia Fotovoltaica (CGEE), a lista para que o Brasil seja uma das principais lideranças no setor de energia solar, inclui:

• A modernização de laboratórios;
• A integração de centros de referência;
• Investir em desenvolvimento de tecnologia para obter energia solar fotovoltaica a baixo custo;
• Estabelecer um programa de distribuição de energia com sistemas que conectem casas, empresas, indústria e prédios públicos.

"Um dos objetivos do estudo é identificar as oportunidades e desafios para a participação brasileira no mercado doméstico e internacional de energia solar fotovoltaica", explicou Elyas Ferreira de Medeiros, assessor técnico do CGEE e coordenador do estudo. Um dado importante, segundo organismos internacionais, aponta que o mundo precisará de 37 milhões de profissionais para atuar no setor de energia renovável até 2030.

 País também é rico em quartzo, usado nos painéis de captação
Brasil também é rico em reservas de quartzo, usado nas placas de captação/Foto: Stuart Alan Martin

A primeira fase do trabalho já constatou a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional de equipamentos de sistemas produtivos com alta integração, além de incentivar a implantação de um programa de desenvolvimento industrial. O comitê recomenda, ainda, a formação de profissionais para instalar, operar e manter os sistemas fotovoltaicos.

De acordo com Medeiros, por intermédio desse trabalho, que deverá ser concluído até o final de julho deste ano, será possível construir e recomendar ações estratégicas aos órgãos de governo, universidades e empresas, sempre articulados com a sociedade, para inserir o país no segmento de energia fotovoltaica.

O Brasil, atual 10º colocado no ranking mundial de produção de energia, não precisa necessariamente melhorar sua posição nessa lista. "A maneira de enxergar o setor está mudando", afirmou Rafael Shayani, consultor do estudo. "A tendência é valorizar aqueles que utilizam à energia da forma mais eficiente possível, com o mínimo de desperdício e também de maneira ecologicamente correta", ressaltou.

*Com informações da CGEE

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