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Água

26 de Fevereiro de 2010

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Estudo aponta para um novo depósito de lixo do oceano Atlântico

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Um estudo apresentado pelos cientistas da Sea Education Association (SEA) na terça-feira, 23 de fevereiro, mostra que uma região no Atlântico Norte já acumula uma quantidade significativa de lixo plástico. Localizada ao norte do Havaí, a área já está sendo comparada ao Grande Depósito de Lixo do Pacífico.

A descoberta foi feita durante uma pesquisa que há 20 anos estuda a presença de lixo plástico nos oceanos. Na região, localizada ao norte do Oceano Atlântico, os pesquisadores já coletaram mais de 64 mil pedaços pequenos de resíduos de baixa densidade, geralmente utilizados na fabricação de produtos como sacos plásticos e embalagens. 

“Mais de 80% dos detritos plásticos foram encontrados na região entre 22 e 38 graus norte. Ou seja, temos uma latitude onde o lixo parece se acumular”, afirmou em entrevista à BBC, Kara Lavender Law, da SEA. Ventos e correntes marítimas seriam as responsáveis por levar o lixo até essa região.

Segundo os pesquisadores, o local atingiu uma "densidade de plástico" de 200 mil pedaços de detritos por quilômetros quadrado. “Esse é um número comparável ao do Grande Depósito de Lixo do Pacífico”, afirmou Law. 

Segundo ela, em ambos os locais, já foi possível coletar até mil partículas de plástico em um único dia. Mas a pesquisadora alerta que ainda é não existe uma estimativa clara do tamanho das manchas, tanto no Pacífico quanto no Atlântico.

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Problema microscópico

Os pedaços de plásticos e outros resíduos marinhos foram coletados em redes de malhas finas arrastadas pelo barco de pesquisa. Essas redes permaneceram semi-submersas para que fosse possível captar resíduos e pequenos organismos também na superfície marítima.

Ao todo, foram feitos 6,1 mil reboques na região, que revelaram diversos tipos de pedaços de plástico flutuando na superfície da água. Dispersos em uma mancha homogênea, os resíduos se assemelhavam por serem geralmente pequenos, com até 1 cm de diâmetro.

“No oceano, estes plásticos flutuam na superfície e a luz solar e a ação das ondas acabam fragmentando-os em partículas cada vez menores, mas que nunca desapareceram completamente”, explicam os membros do projeto 5Gyres - uma excursão que irá percorrer os oceanos do mundo tentando compreender os problemas causados pelo plástico.

Com isso, esses materiais são facilmente ingeridos por pássaros e animais marinhos, que as confunde com alimentos. Estudos apontam que essas substâncias podem se acumular ao longo da cadeia alimentar e que as conseqüências podem chegar à saúde humana.

Apesar da preocupação, ainda não existe uma certeza sobre a gravidade do tema. “Mas nós sabemos que muitos organismos marinhos estão consumindo este plástico e também que isso tem um efeito adverso sobre aves marinhas em particular”, disse a pesquisadora ainda em entrevista à BBC.

 

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