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Cidades Sustentáveis

11 de Novembro de 2010

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Frota de ônibus de Belo Horizonte circula com diesel menos poluente

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Frota da capital mineira passa a usar o S-50, em vez do S-500/Foto: Vitor Rodrigo Dias

A frota cativa de ônibus de Belo Horizonte passou a circular nesta semana com um combustível menos poluente, o diesel S-50, produzido pela refinaria da Petrobras em Betim, na região metropolitana de Minas Gerais. Representantes da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Proconve (CAP) avaliaram na quarta-feira, 10 de novembro, o andamento da implementação da fase P-7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores e saíram satisfeitos com os resultados.

"Estamos otimistas com o que vimos. A frota de ônibus já está circulando com o novo combustível menos poluente e as obras para a construção de uma nova refinaria que vai produzir o diesel S-10 já estão em estado avançado, o que deve garantir o cumprimento, dentro do prazo, de todas as etapas estabelecidas", destacou o coordenador da CAP e gerente de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Rudolf Noronha.

A fase P-7 do Proconve prevê, a partir de 1º de janeiro de 2012, novos limites máximos de emissão de poluentes para os motores do ciclo diesel destinados a veículos automotores pesados novos, nacionais e importados.

Segundo a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Branca Americano, o combustível menos poluente contribui para a qualidade de vida da população. "A melhoria da qualidade do ar nas cidades brasileiras está diretamente vinculada à melhoria dos combustíveis e ao aperfeiçoamento dos motores, de acordo com as regras determinadas pelo Conama."

A missão da CAP é acompanhar todas as providências necessárias para que as novas fases do Proconve para veículos leves e pesados, que vão entrar em vigor a partir de 2012 até 2014, sejam efetivamente implementadas. A comissão é composta por representantes dos governos federal, estadual, municipal, iniciativa privada e organizações não governamentais.

Atualmente, o diesel comercializado no interior do país possui 1.800 ppm (partículas de enxofre por milhão) e nas regiões metropolitanas, 500 ppm. Em 2009, o diesel 50 ppm já começou a ser distribuído em algumas regiões do Brasil e espera-se que, em 2014, alcance todo o país, quando será iniciada a distribuição do diesel 10 ppm. De acordo com estimativas da indústria do petróleo, serão necessários US$ 6 bilhões para fazer as adequações necessárias nos combustíveis e nas refinarias para atender as próximas fases do programa.

De acordo com Rudolf Noronha, a parte normativa de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já está concluída. Agora, a comissão quer a comprovação do que foi feito.

"A notícia que chega é muito positiva. As indústrias garantem que vão chegar nas datas com os veículos e os combustíveis prontos na rua. Para acompanhar, pedimos aos órgãos normativos e aos representantes dos executores [automóveis e combustíveis] que nos enviem relatórios com mensuração das providências, detalhamento de suas ações e cronogramas", detalhou Rudolf.

Menor quantidade de emissões de poluentes

Além da capital mineira, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Recife, Belém e Porto Alegre já possuem frota de ônibus abastecida pelo diesel S-50, o que também deverá virar realidade em Salvador em 2011. Além de menos poluente, o combustível também reduz a emissão de gases de efeito estufa lançados na atmosfera, que aceleram o aquecimento global.

Testes realizados em 2009 pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) analisaram 8.500 ônibus de 47 empresas da cidade do Rio de Janeiro. Eles verificaram a redução de 15% nos níveis de emissão de fumaça dos ônibus da capital fluminense, comparativamente a 2008, quando ainda era utilizado o diesel S-500, com maior teor de enxofre. A concentração de enxofre do S-50 no diesel é de 0,005%, enquanto a do S-500 é de 0,05%.

Com informações do Ministério do Meio Ambiente

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