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Turismo Sustentável

29 de Abril de 2009

 

Guia ensina turistas a serem solidários de maneira responsável

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Apesar das boas intenções, é preciso pensar bem antes de fazer algo por uma comunidade carente/Foto:SukumaKenya

O Center for Responsible Travel, uma instituição sem fins lucrativos que visa estimular o turismo sustentável em todo o mundo, percebeu a vontade de muitos turistas em ajudar as comunidades por onde passam, mas não sabiam ao certo como fazer. Para ajudar a essas e outras pessoas, eles desenvolveram, através do Travelers' Philanthropy, um guia com as principais dúvidas e esclarecimentos sobre o tema.

“A vontade dos viajantes de ajudar, interagir e aprender com aquelas pessoas que eles conhecem durante as viagens é claramente positiva. Apesar disso, algumas dessas boas intenções podem ter consequências que não foram planejadas”, conta os organizadores do guia. São exemplos:

  • Estimular a dependência e a corrupção
  • Sobrecarregar a comunidade com doações desnecessárias ou inapropriadas
  • Exigir que eles gastem tempo e recursos para lidar com os "presentes" que não pediram ou que não podem usar

O Center for Responsible Travel detectou as dúvidas mais frequentes e as levou a doze especialistas em turismo engajados em apoiar as comunidades locais. Apesar de discordarem em alguns pontos, todos concordam que quando, onde e como contribuir são fatores que devem ser decididos pela comunidade hospedeira, e não pelo viajante ou pela companhia de turismo.

Algumas dessas respostas estão listadas abaixo. Elas devem ajudar a explicar as questões mais complexas e colaborar com a criação de um grupo de turistas mais esclarecidos. O objetivo ainda é de auxiliar as empresas na elaboração de um turismo adequado, onde a boa vontade e generosidade dos seus clientes sejam aproveitados da melhor maneira, sem descuidar das reais necessidades das comunidades.

Confira as dúvidas mais frequentes:

“Eu quero construir ou ajudar financeiramente uma escola local”

  • Os especialistas recomendam que os interessados ajudem apenas projetos reconhecidos pela comunidade ou que escolha uma ONG já existente para mediar o processo.

“Vamos enviar livros”

  • “Faça isso apenas quando for solicitado”, alertam. De preferência comprem os livros no comércio local, para estimular a economia daquela comunidade e tenha a certeza que o conteúdo da publicação está de acordo com a língua e adequado àqueles leitores.

“Vou enviar roupas usadas”

  • Faça-o apenas quando solicitado e veja se não é mais válido comprar roupas de baixo custo na própria localidade. De preferência, guarde as roupas para casos de emergência.

“Posso visitar a casa de um morador?”

  • Pode, contanto que a visita seja programada ou que você seja convidado.

“Eu quero juntar vários computadores e montar um laboratório de informática”

  • Considere antes a capacidade tecnológica e financeira daquela comunidade de gerenciar esse tipo de estrutura. Por melhor que sejam as máquinas, elas podem virar lixo eletrônico em pouco tempo se não forem bem utilizadas. Nesse caso seria mais útil em outra localidade.

“Posso levar lembranças, como canetas, doces e brinquedos e distribuí-los entre as crianças?”

  • Se as doações forem excessivas, elas podem se tornar mais atrativas para as crianças do que a escola e causar problemas de aprendizagem. Quanto aos doces, os especialistas indicam cautela, já que muitas comunidades não tem acesso a métodos de higiene bucal adequado, podendo resultar em cáries e outros problemas.

“Devo dar dinheiro ou comida para pedintes de rua?”

  • Contribuir com uma ONG certificada pode ser muito mais significante, já que nesse caso se tem a garantia do bom uso dos recursos.

“Devo permitir que crianças façam pequenos serviços, como carregar malas ou me guiar pela cidade, em troca de dinheiro?”

  • Os especialistas reforçam que é melhor ajudar organizações sérias ao invés de dar dinheiro a pessoas na rua. Ainda assim, eles dizem que o turista deve procurar um guia local e perguntar o que é mais apropriado naquela localidade.

“O que eu devo fazer quando alguém me pedir dinheiro em troca de uma fotografia?”

  • Sempre peça permissão antes de tirar uma foto com alguém.

“Eu queria aproveitar meu período de férias para ser voluntário”

  • Antes disso, avalie se o tempo que você dispõe é suficiente para realizar um trabalho realmente efetivo. Muitas organizações preferem um contrato de, no mínimo, seis meses já que o voluntário precisa passar por um período de treinamento e adaptação. 

Biblioteca: Confira o guia na íntegra (em inglês). 

 

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