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Mudanças Climáticas

08 de Janeiro de 2010

 

Metano liberado pelo Ártico preocupa cientistas

g� metano, que tem sido liberado de forma acelerada, tem potencial nocivo 20 vezes superior ao do co2 
Gás que tem sido liberado drasticamente é 20 vezes mais nocivo do que o dióxido de carbono/Foto: orvaratli

Tido como 20 vezes mais potente do que o dióxido de carbono (CO2) no que diz respeito ao aprisionamento do calor na atmosfera, o metano também é considerado um dos principais gases causadores de efeito estufa. Segundo informou a BBC Brasil, cientistas da Universidade do Alaska, nos Estados Unidos, afirmaram em um estudo que há atualmente um aumento drástico da liberação deste gás no fundo do Oceano Ártico. O resultado foi obtido por meio da medição de fluxos gasosos ao Norte da Rússia.

 "A liberação de metano da Plataforma Oriental da Sibéria parece continuar mais acentuada do que deveria", afirmou o cientista Igor Semitelov, que liderou o grupo de pesquisadores. O especialista estuda a liberação do gás na região há décadas e deve publicar suas novas conclusões em breve.

De acordo com os estudos mais recentes, a plataforma siberiana atua como um enorme depósito de gases como o carbônico e o metano, muitas vezes armazenados como hidratos gasosos, mas está cada vez mais exposta ao aquecimento. Por essa razão, ela estaria liberando atualmente uma quantidade maior de metano no mar e na atmosfera, em comparação com períodos anteriores.

Consequências

Além de favorecer o processo de derretimento das geleiras, a liberação acelerada de metano tende a aumentar a intensidade do aquecimento global. Os cientistas afirmam que, na pior das hipóteses, bilhões de toneladas de metano possam ser despejadas na atmosfera repentinamente - o que já aconteceu pelo menos uma vez na história do planeta.

Alguns dos pesquisadores também acreditam que liberações repentinas, associadas a picos nas temperaturas globais, podem ter sido fatores importantes na extinção em massa de espécies animais.

Aquecimento

A Agência Norte-Americana para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês) informou que a temperatura da região no período de 2000 a 2007 (na primavera) ficou em média 4 graus centígrados acima da registrada de 1970 a 1999. Esse é o maior aumento registrado em qualquer região do planeta.

No entanto, os especialistas asseguram que não há motivos para alarme e destacam que são necessários mais estudos para determinar as causas exatas para a liberação do metano. "É importante entender a velocidade e a forma como o gás está sendo liberado", observou Igor Semitelov.

Estimativas dão conta de que até 1,6 trilhão de toneladas de carbono, quantidade que corresponde praticamente ao dobro da que se encontra atualmente na atmosfera, estejam presas sob o permafrost (solo de rochas e gelo) do Ártico. Os cientistas temem que a liberação dos gases possam resultar em efeitos catastróficos para o planeta.

Com informações da BBC Brasil


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