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Copa Sustentável

09 de Setembro de 2010

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Mobilidade urbana do Brasil vislumbra novos caminhos antes da Copa de 2014

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Nova linha de trem construída por Johannesburgo (África do Sul), às vésperas da Copa de 2010, para ligar o centro da cidade ao Aeroporto/Foto: Marcello Casal/ABr

As próximas edições dos dois principais eventos esportivos do planeta serão realizadas no Brasil. O fato de que o país abrigará a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 faz com que os transportes públicos das grandes cidades brasileiras alimentem momentos de grande expectativa, uma vez que a mobilidade urbana nacional carece, e muito, de uma infraestrutura capaz de atender as necessidades da população.

Mas o que está sendo articulado a respeito? Quais são as alternativas ao uso dos carros que deverão ser implementadas no Brasil nos próximos anos? Para responder a estas perguntas, o portal EcoDesenvolvimento.org preparou esta matéria especial, que reúne os principais pontos das discussões sobre o futuro da mobilidade urbana brasileira.

PAC da Mobilidade Urbana

Em 13 de janeiro deste ano, o governo federal divulgou os projetos referentes ao chamado PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade Urbana. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, e o ministro do Esporte, Orlando Silva, apresentaram 47 iniciativas que pretendem melhorar o trânsito das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Natal, Fortaleza, Recife, Salvador, Cuiabá, Brasília, São Paulo e Manaus.

Esse programa de investimentos elaborado pelo governo federal junto aos municípios participantes, pautou-se nos limites de prazo e de recursos disponíveis para selecionar os projetos viáveis que deverão ser concluídos e entrar em operação antes da Copa das Confederações, que será realizada no Brasil em meados de 2013, e servirá como uma espécie de "aquecimento" para o Mundial do ano seguinte.

Dos 47 projetos previstos na primeira versão do PAC da Mobilidade Urbana, 34 se referem a obras de implantação de sistemas BRT (Bus Rapid Transit) e de corredores de ônibus. Foram selecionadas medidas que buscam facilitar a mobilidade entre aeroportos, redes hoteleiras e estádios das cidades-sede, desde que pudessem ser concluídas de acordo com os cronogramas estabelecidos pela Fifa (Federação Internacional de Futebol). Também foram considerados os benefícios que essas iniciativas trarão para os municípios após a realização do mundial.

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Planilha mostra o resumo de intervenções do PAC da Mobilidade Urbana/Reprodução Ministério das Cidades

Listamos para você os principais projetos de mobilidade urbana voltados para a Copa de 2014, distribuídos pelas cinco regiões do Brasil:

Sudeste

Para financiar a Linha Ouro do monotrilho de São Paulo, que ligará o aeroporto de Congonhas ao futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, o governo Federal disponibilizará R$ 1,08 bilhão.

Em Belo Horizonte, seis linhas de BRT serão construídas, com investimentos federais de R$ 783,3 milhões. Outros R$ 210 milhões do governo federal são destinados a obras viárias e R$ 30 milhões à ampliação da central de controle de tráfego, totalizando investimentos de R$ 1,02 bilhão na capital mineira.

No Rio de Janeiro, que além da Copa do Mundo de 2014 sediará os Jogos Olímpicos de 2016, a implantação do BRT ligará o bairro da Penha à Barra da Tijuca, passando pelo aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. O governo Federal financia o projeto com R$ 1,19 bilhão.

Sul

Dos R$ 440,6 milhões financiados pelo governo Federal para os projetos de Curitiba, R$ 265,5 milhões são destinados à implantação de corredores expressos. Os demais recursos financiarão a construção de linha de BRT, terminal, sistema de monitoramento e obras viárias.

Porto Alegre contará com corredores exclusivos para ônibus, nos quais o governo Federal investe R$ 273,9 milhões. Outros R$ 81 milhões financiarão duas linhas de BRT. Com os R$ 13,7 milhões destinados ao sistema de monitoramento de tráfego, o total do financiamento federal para a a cidade gaúcha é de R$ 368,6 milhões.

Norte

Para Manaus, que contará com trem suspenso do Norte ao Centro da cidade, os investimentos federais são de R$ 600 milhões. A ligação entre o Leste e Centro será viabilizada pela construção do BRT, que conta com investimentos federais de R$ 200 milhões. O total investido na cidade é de R$ 800 milhões.

Nordeste

Em Recife, R$ 402 milhões financiarão a implantação de corredores expressos. A capital pernambucana terá duas linhas de BRT, que contam com investimentos federais de R$ 231 milhões. Para a construção do terminal Cosme Damião são destinados R$ 15 milhões, totalizando de R$ 648 milhões do governo federal em Recife.

O novo aeroporto de Natal será integrado à Arena das Dunas e ao setor hoteleiro da cidade com a implantação de corredor e com obras viárias, que contam com financiamento de R$ 350,4 milhões. A Avenida Prudente de Moraes será prolongada, com financiamento de R$ 10,58 milhões, somando o valor de R$ 360,98 milhões do governo federal.

Em Fortaleza, o VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) foi escolhido como o principal modal. O governo federal financiará o projeto com R$ 170 milhões. A capital cearense contará com investimentos federais para implantação de quatro linhas de BRT, que somam investimentos de R$ 113,5 milhões. O projeto contempla ainda a construção de corredor expresso (R$ 97,7 milhões) e das estações de metrô Padre Cícero e Montese (33,2 milhões). O total de investimentos do governo federal em Fortaleza é de R$ 414,4 milhões.

Para a implantação do sistema de BRT de Salvador, o financiamento é de R$ 541,8 milhões. O metrô da capital baiana está em fase de conclusão. Além dele, novas avenidas e requalificação urbana da Cidade Baixa também estão previstas.

Centro Oeste

A linha de VLT que ligará o aeroporto de Brasília ao terminal Asa Sul, receberá R$ 263 milhões. O governo do Distrito Federal contará com financiamento para ampliações viárias que facilitam o acesso ao aeroporto, no valor de R$ 98 milhões, totalizando investimentos de R$ 361 milhões na capital federal.

Ao todo, R$ 423,7 milhões é o valor destinado pelo governo federal para a implantação de duas linhas de BRT em Cuiabá. Outros R$ 31 milhões financiarão a construção do corredor Mario Andreazza. No total, a capital matogrossense contará com financiamento de R$ 454,7 milhões.

O ministro Marcio Fortes destacou que cerca de 30% serão investidos em sistemas de transporte sobre trilhos. Trata-se de projetos de monotrilhos (trens suspensos), que serão implantados em São Paulo e Manaus, e de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), em Brasília e Fortaleza. Os demais recursos financiados pelo governo Federal serão investidos na implantação de corredores exclusivos de ônibus, estações de transferência, terminais e sistemas de monitoramento e BRT’s.

Nos pactos federativos são definidos os valores, prazos e responsabilidades do governo Federal, de governos estaduais e prefeituras. “O documento é um compromisso dos entes federados com a sociedade”, explicou Fortes. O ministro lembra que todo cidadão pode acompanhar as ações e gastos que envolvem o mundial de 2014 por meio do Portal da Transparência, de acordo com o Decreto nº 7.034, assinado pelo presidente da República.

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