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04 de Junho de 2009

 

EcoD Básico: Mudanças Climáticas

Foto: toptechwriter 

Nos últimos 50 anos, o planeta Terra registrou o aquecimento dos oceanos, variações extremas de temperatura e alterações relacionadas aos padrões dos ventos. Atualmente, esses processos se acentuaram e, como consequência, todo o mundo sofre com esses efeitos causados, principalmente, pela falta de consciência da humanidade. Mas, afinal, o que são essas tais mudanças climáticas?

De acordo com cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas Globais (IPCC, na sigla em inglês), o aquecimento global, resultante das alterações bruscas no clima, cresceu de forma acelerada ao longo do século 20, algo em torno de 0,7ºC (índice considerado alto). Só para se ter ideia, a temperatura nos últimos 25 anos subiu numa velocidade quatro vezes superior a média registrada desde 1850. Um dado que comprova tal crescimento é que os anos de 1995 a 2006 foram os 12 anos mais quentes já registrados desde a metade do século 19.

Os especialistas estimam que a temperatura global deva subir entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século, um indicativo de que a intensidade dos tufões e das secas será ainda mais devastadora do que temos visto.

Sim, mas o que temos a ver com isso? Aí é que está: nesse contexto, um terço das espécies do planeta estaria comprometida. Só para citar um exemplo, as populações estariam mais vulneráveis a desnutrição e doenças. Para completar o castigo, cerca de 1 bilhão de pessoas ficaria sem água potável por conta do derretimento do gelo no topo de cordilheiras importantes, como o Himalaia e os Andes.

É que, ao levarmos em conta que as camadas polares continuarão sendo derretidas, a tendência é a de que os oceanos se elevem entre 18 e 58 cm até 2100. Por conseguinte, as pequenas ilhas simplesmente desapareceriam, o que obrigaria centenas de milhares de pessoas a engrossarem a indigesta lista dos “emigrantes ambientais” – aquelas pessoas obrigadas a deixar o local onde vivem por causa da degradação do meio ambiente na região.

A culpa é nossa

As discussões e propostas voltadas para a tentativa de resolver o problema das mudanças climáticas ainda engatinham, mas os culpados já foram cientificamente identificados: os seres humanos (ou seja, nós mesmos!). Em 2007, ao divulgarem o quarto relatório do IPCC, os pesquisadores afirmaram que há mais de 90% de certeza científica referente ao fato de que as atividades humanas intensificam o fenômeno. Para chegar a essa conclusão, o órgão avaliou 577 trabalhos científicos e descreveu cerca de 80 mil séries de dados.
Para Luiz Gylvan Meira Filho, professor da Universidade de São Paulo (USP), os modelos matemáticos do sistema climático fornecem simulações que não deixam dúvidas de que o aumento dos gases de efeito estufa pela ação humana é o principal responsável pela elevação da temperatura da superfície nos últimos cem anos – e não alguma motivação natural. No Brasil, por exemplo, os principais desafios se referem ao desmatamento da Amazônia e demais biomas, além da grande quantidade de emissões de gás metano – que aquece o ar 26 vezes mais que o carbono.

O que fazer?

Mas apesar das previsões nem um pouco animadoras em relação às mudanças climáticas, cientistas do clima e ambientalistas também defendem a aplicação de soluções capazes de se evitar o pior. É claro que, para tanto, a consciência humana deverá despertar o mais rápido possível. Enquanto isso, listamos algumas dessas alternativas:

• Consciência quanto à necessidade de se reduzir o consumo de energia e água;
• Investimentos em eficiência energética (fontes de energia renovável, como eólica, solar, hidráulica, etc);
• Combustíveis de transição, como o álcool e o biodiesel devem ser amplamente utilizados por veículos particulares e coletivos;
• Prioridade para o transporte coletivo de qualidade nas metrópoles;
• Ciclovias seguras devem ser implantadas e a malha ferroviária revitalizada e ampliada;
• Disseminação de práticas agrícolas sustentáveis;
• Criação de políticas nacionais da parte dos países referentes às mudanças climáticas;
• Plantar árvores no quintal de casa e cuida da vegetação nativa;
• Comprar produtos ambientalmente certificados;
• Pressionar empresas e governos a desenvolverem ações de sustentabilidade. 

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