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Moda e Beleza

18 de Março de 2010

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Novos consumidores de moda e a revolução do estilo

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Mais conscientes, os consumidores aceitam pagar um preço mais alto por produtos sócio-ambientais responsáveis / Foto: Zhang

Quando começou a ganhar destaque, no início do século 21, a moda responsável apareceu como uma alternativa para quem queria optar por uma vida contemporânea mais sadia. Hoje, o segmento fashion se consolida a cada dia como uma verdadeira revolução no estilo e na consciência dos consumidores de moda. “O vestir é um ato cotidiano e assim também pode ser a nossa consciência, presente diariamente”, afirma a fundadora do Instituto Ecotece, Ana Cândida Zanesco.

Iniciativas que prezam por tecidos e materiais menos agressivos ao meio ambiente, como o algodão orgânico (sem agrotóxicos ou corantes químicos), a fibra de garrafas PET e de cânhamo, são cada vez mais comuns. Ações que agregam ao vestuário o estímulo à economia solidária, através do trabalho em parceria com cooperativas ou grupos familiares de trabalhadores rurais, também surgem como ondas e se fazem cada vez mais presente no dia a dia fashion.

E toda essa mudança, que tem balançado a indústria mundial da moda, têm um motivo: um novo tipo de consumidor consciente, responsável direto pela lucratividade do segmento e disposto a pagar mais caro por produtos que carreguem valores de responsabilidade sócio-ambientais ao seu estilo.

A era dos Lohas

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Roupas e artigos de moda feitas com tecidos e processos menos agressivos ao ambiente ganham glamour e conquistam os consumidores / Fotos: Divulgação Oskeln / Stella McCartney

Tais consumidores, bem delineados dentro do mercado, receberam até um nome específico: Lohas (Estilos de Vida de Saúde e Sustentabilidade, na sigla em inglês), batizados pela empresa The Marketing Insider. A empresa de pesquisa de mercado americana traçou um perfil desse público e apontou que a maioria dos Lohas são mulheres, de alta escolaridade e dispostas a pagar 20% a mais por produtos que lhes ofereçam mais qualidade e uma beleza mais “verde”.

Entre seus itens preferidos estão alimentos e produtos de beleza orgânicos, materiais de limpeza biodegradáveis e lâmpadas de baixo consumo de energia. Esses consumidores prezam por valores como economia sustentável, estilo de vida alternativo, mais ecológico e saudável, e crescimento pessoal. Quando compram, eles observam quesitos como ética, sustentabilidade ambiental, direitos humanos, comércio justo e desenvolvimento pessoal e espiritual.

Todas as etapas do processo de produção, comercialização e descarte também são analisadas antes da escolha e até tentativas de greenwash (o discurso ambiental vazio e sem ações concretas por parte das empresas) são observadas e banidas.

Mulheres brasileiras a frente

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Interessadas em atribuír novos hábitos à sua rotina, as mulheres lideram as pesquisas de consumidores conscientes / Foto: Jasper

Segundo a pesquisa, esse mercado está em crescente expansão e nos próximos três a dez anos, 38% dos consumidores americanos devem migrar para esse perfil. No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Sebrae detectou as principais características dos consumidores do chamado Comércio Justo (relação comércial que promove a ética nos negócios, da produção do material até a chegada ao consumidor final). Os resultados apontam que a faixa etária está entre 25 e 50 anos, são pessoas das classes A e B, formado majoritariamente por mulheres e que valorizam o design dos produtos.

E se alguém ainda pensa que moda sustentável é coisa de hippie ou de naturalistas, Ana Cândida dá o conselho: “Precisamos de pessoas com atitudes empreendedoras, que busquem informações, soluções, dispostas a pesquisar, inovar, tentar, tentar novamente e quebrar pedras para construir o novo, fazer um trabalho de base, reconstruir o estrutural”.

Então, o que está esperando para estar na moda com a consciência tranquila? Para ajudar, confira os sete passos de quem quer assumir uma postura mais responsável na hora de se vestir.

Guia Eco Fashion

  1. Procure peças feitas com materiais menos agressivos, como algodão orgânico, couro sintético, fibras de PET e de outros tecidos naturais. Também dê preferência a roupas tingidas sem produtos químicos.
  2. Opte por empresas que realizem algum trabalho de responsabilidade socioambiental, como incentivo a pequenas comunidades ou compensação de emissões de CO2 através do plantio de árvores.
  3. Evite modismos. Algumas roupas entram e saem de moda com muita rapidez e correm o risco de empacarem no fundo do armário em pouco tempo.
  4. Respeite seu corpo e estilo. Não compre o que não lhe veste bem torcendo para que a roupa folgue ou para que você emagreça.
  5. Compre roupas para durar. Mesmo que seja necessário gastar um pouco mais, prefira peças de qualidade, que poderão ser utilizadas por muito tempo.
  6. Explore brechós e realize Swap Party (festas para troca de roupas) com suas amigas. Além de economizar na hora de atualizar o guarda‐roupa, você levará para casa peças muitas vezes exclusivas e cheias de personalidade.
  7. Fuja da tentação. Se você está triste, certamente não é em uma liquidação que você irá resolver seus problemas. Por isso, seja uma consumidora consciente e vá às compras apenas quando for necessário.

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