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Energia

22 de Outubro de 2010

 

Projetos de energia solar crescem em todo o mundo

energia solar
Diante da necessidade de se reduzir emissões de CO2, investimento em energia solar cresce em todo o mundo / Foto: Enbridge Inc.

O Sarnia Solar Project, em Ontário, Canadá, tornou-se o maior parque de energia fotovoltaica do mundo. O projeto de expansão ficou pronto no início do mês de outubro e agora a instalação tem capacidade de produzir 80 MW de energia, suficiente para alimentar 12,8 mil residências por ano.

O projeto das empresas Enbridge e First Solar ampliou sua capacidade em 60 MW, que desde 2009 operava produzindo 20 MW por ano. O investimento foi de cerca de US$ 294 milhões. De acordo com as empresas, o parque consegue reduzir as emissões de 39.000 toneladas de CO2 por ano e para a construção foram criados 800 postos de trabalho.

A responsável pela criação dos painéis solares é a empresa First Solar. Ela informou que no projeto Sarnia a tecnologia utilizada tem baixa pegada de carbono e os painéis serão reciclados após a vida útil. O investimento ganhou o reconhecimento de Prêmio Excelência em Energia Renovável – Projeto em Escala de Usina no ano passado.

Inglaterra

Para entrar na corrida das energias limpas e renováveis, a Inglaterra incentivou o Conselho da Cornualha, uma das regiões mais ensolaradas do país britânico, a aprovar o primeiro projeto de média escala para a construção de uma usina solar. O projeto tem previsão de produzir 1,35 MW, energia suficiente para abastecer 300 residências.

“Estamos vendo o início de uma corrida ao ouro solar em Cornualha com os desenvolvedores tendo que construir as fazendas, com consentimento geral para o planejamento, até abril de 2012 para poder se beneficiar do esquema do governo”, comentou a gerente da companhia de Desenvolvimento da Cornualha, Lucy Hunt.

A geração de energia solar é apoiada pelo esquema de tarifas feed-in (de alimentação da rede) do governo, que ajuda os produtores com os custos iniciais da instalação das usinas, e por políticas na qual os conselhos locais podem vender a energia em excesso para a rede.

Desertec Project

O encaminhamento do que será o maior projeto de energia solar do mundo segue ganhando cada vez mais apoio. Em setembro deste ano, o Fundo para Tecnologia Limpa (CTF TFC) aprovou o plano de investimento de Marrocos, com apoio do Banco Mundial.

Chamado de Desertec, ele será localizado no norte do continente africano e Oriente Médio, ao longo do deserto do Saara. Segundo o dr. Gerhard Knies, em 6 horas o deserto recebe mais energia do sol que toda a humanidade consumo durante um ano.


Pontos alaranjados mostram as regiões de alta incidência solar na África e Oriente Médio/Imagem: Divulgação/Desertec

O projeto é orçado em US$ 5.5 bilhões e deverá contar com a construção de uma rede de usinas de produção energética totalmente limpa no Saara, além de redes transmissão de energia capazes de fornecer, pelo menos, 15% da eletricidade consumida em todo continente europeu. A região africana, onde a megausina estará situada, e boa parte do Oriente Médio também serão beneficiadas.

O projeto deverá contar com a tecnologia termossolar, que utiliza espelhos para concentrar a luz do sol sobre encanamentos para produzir vapor em seu interior, que por sua vez movimenta turbinas que produzem eletricidade. Esse processo se difere da produção energética feita pelas células solares fotovoltaicas, que produzem eletricidade diretamente. O calor excedente produzido durante o dia na megausina poderá ser armazenado em tanques especiais para mantê-la em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.

Segundo informações prestadas pela Desertec à BBC Brasil, a água necessária para criar o vapor que movimenta as turbinas sairia do Mar Mediterrâneo, que, dessalinizada, poderia ainda ser reaproveitada em regiões desérticas. Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos deva ser usada para plantação de espécies que normalmente não sobreviveriam ao intenso calor do deserto. Essa tecnologia, chamada Energia Solar Concentrada (CSP, na sigla em inglês) já é usada em usinas solares nos Estados Unidos e na Espanha.

Com informações da Reuters e Carbono Brasil

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