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Economia e Política

11 de Setembro de 2009

 

Redução do CO2: ministro dinamarquês pede esforços dos países emergentes

 poulsen espera que os pa�es em desenvolvimento tamb� contribuam para a redu��o de emiss�s
Troels Poulsen elogiou o Brasil, mas defendeu que os demais países emergentes se empenhem mais em relação a redução das emissões de poluentes/Foto: A. Belani

Em reunião realizada em São Paulo com representantes da indústria, o ministro do Meio Ambiente da Dinamarca, Troels Poulsen, voltou a pedir mais empenho dos países em desenvolvimento quanto a redução das emissões de dióxido de carbono.

Poulsen ressaltou que o Brasil deve se preocupar principalmente com o desmatamento de suas florestas. Em dezembro, a Dinamarca irá sediar a 15ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP-15), um encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) que deve consolidar um novo acordo climático global - previsto para vigorar após 2012, quando termina o primeiro período do Protocolo de Kyoto.

“Muitos países em desenvolvimento gostariam de fazer mais. E nós, claro, estamos discutindo como nós podemos fazer um acordo global em Copenhague (capital da Dinamarca). O Brasil deve assegurar boas condições para suas florestas. Eu acho que isso é um tópico objetivo muito necessário a ser preenchido, o desmatamento realmente é um problema mundial”, afirmou o ministro dinamarquês.

 ministro do meio ambiente da dinamarca quer que o brasil preserve mais as florestas
Ministro dinamarquês afirmou que petróleo e meio ambiente não se opõem/Foto: sfpolitik

O ministro da Dinamarca, no entanto, elogiou o desempenho brasileiro em relação ao uso de fontes energéticas renováveis e afirmou não ver problema no aumento da produção brasileira de petróleo. “Na Dinamarca, nós também temos uma indústria de petróleo. Nós mostramos nos últimos 25 anos que é possível ter um grande crescimento econômico e também proteger o meio ambiente. Então, não há uma contradição entre petróleo e a proteção do meio ambiente. Eu tenho certeza que vai ser possível fazer isso no Brasil também”, defendeu.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Ometto, presente no encontro, admitiu que a entidade ainda não tem claro a meta de redução de emissão de carbono que é a mais viável ao Brasil. Todavia, ele afirmou que o país não deve “pagar o pato” dos problemas climáticos do mundo, mas também não deve se "misturar" com China e Índia, países que segundo ele, terão de fazer esforços enormes em termos de mudança de matriz energética.

“Nós já fizemos o nosso dever de casa aqui criando uma matriz energética limpa. Nós já fizemos nossas grandes hidrelétricas. A gente sente que é uma negociação comercial. Os países desenvolvidos, que desde o século 19 poluem e enchem de carbono a atmosfera, eles têm de deixar que nós continuemos o nosso desenvolvimento”, observou.

Economia e Clima

O diretor de Energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, questionou a postura dos países desenvolvidos nos debates que antecedem o encontro de Copenhague. Para ele, as negociações sobre o clima contêm fortes componentes econômicos.

“Por que vocês estão tão preocupados com o clima se existem tantas barreiras comerciais para a utilização do etanol?”, indagou Cavalvanti, repetindo aos jornalistas o que havia perguntado ao ministro dinamarquês.

“E a resposta é que nós precisamos discutir um acordo comercial, que abra a possibilidade para a exportação de etanol. No entanto, foi falado com todas as letras: nós precisamos ganhar mercado em outras coisas no Brasil e no Mercosul”, informou Cavalcanti.

Segundo o analista de mudanças climáticas da Fiesp, Marco Antonio Fujihara, o Brasil hoje é o único país do mundo que usa 46% de energia renovável e 54% de não renovável. A média mundial é de, respectivamente, 12% e 88%.


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