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Moda e Beleza

04 de Fevereiro de 2009

 

Slow Fashion: a moda pelo respeito

Uma das criações da designer Zoica Matei
Tecidos orgânicos e duráveis- roupas de qualidade com longevidade são algumas das características dos produtos Slow Fashion / Fotos:Divulgação

A vida moderna tem sua própria velocidade. Assim como o consumo de alimentos e energia, a indústria têxtil também extrai com grandes colheradas os recusos naturais. Pensando na antítese desta situação, o Slow Fashion, ou moda lenta, tem a intenção de atender os consumidores de moda com maior consciência ética e respeito com o meio ambiente.

Sazonalidade x Atemporalidade

As condições do mercado da moda são facilmente entendidas: estações. As modas sazonais alimentam um consumo desenfreado, por parte de um grande número de pessoas, de um vestuário descartável e efêmero.

A produção que é confeccionada em pequeno número para consumidores mais abastados, é rapidamente reproduzida em larga escala para as grandes massas populacionais. Como papel, as roupas se desfazem a cada final de coleção que, depois de consumida, mal bem é digerida, já irá para o lixo. Os grandes recursos injetados acabam por se tornarem ultrapassados com a chegada de ‘novas necessidades’ através de novas tendências.

O Slow Fashion é como buscar uma nova ótica sobre essas “necessidades”. Reestruturar o objetivo da moda e receber essas mudanças de estilos sazonais de maneira responsável, ponderando o contexto sócio-ambiental e subsidiando a ética com o consumidor.

A designer Zoica Matei
A estilista Zoica Matei optou pelo Slow Fashion na criação de suas peças.

Elegância x Extravagância

O conceito de Slow Fashion ganha espaço passo a passo. Prova de que é fácil aliar moda e consumo consciente é a designer de roupas Zoica Matei, que aplica diretamente em suas peças elegantemente sustentáveis essa, que não parece ser apenas mais uma nova tendência.

Ela acredita em uma moda socialmente responsável e desacelerada, construída para durar e suplantar a "regra da sazonalidade". Sua linha foi criada com materiais eco-friendly , não usa procedimentos de lavagem e tingimento (que normalmente são abrasivos para o meio ambiente) e segue o Fair Trade principles, ou princípios do Comércio Justo.

Suas peças ética e organicamente criadas ganham uma versatilidade que ultrapassa as tendências sazonais e buscam atemporalidade no consumo equilibrado e consciente.O desafio lançado pela estilista é o retorno ao verdadeiro estilo individual, não apenas uma participação figurante no grande mercado da moda.

As peças autênticas, originais e com um desenvolvimento respeitoso têm atraído cada vez mais público. Não cabe a roupa ou acessório apenas esbanjar uma beleza e estrutura condizente com a vida contemporânea, é preciso "dizer alguma coisa", trazer uma positiva mensagem para quem a usa.

Qualidade e longevidade devem ser características que não só os fornecedores e estilistas devem passar em suas criações, mas que os consumidores também devem adotar na hora da escolha. Procurar informações sobre a origem do produto torna-se fundamental. A responsabilidade sócio-ambiental deve sempre estar atrelada as produções e quem compra torna-se responsável pela realidade por trás do bem consumido.
 

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