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Carros e Transportes

17 de Setembro de 2009

 

Tecnologia flex começa a ser testada em caminhões e ônibus

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Fabricantes já começaram a testar seus protótipos

Depois dos carros e motocicletas, é a vez dos caminhões e ônibus se renderem aos combustíveis flex. Com mais 85% de participação no mercado nacional, a tecnologia cresce a cada dia dentro dos principais fabricantes de componentes e de veículos de grande porte, que já começam a testar seus protótipos.

Especialistas acreditam que existe espaço para caminhões e ônibus flex fuel, principalmente em regiões aonde a produção de cana de açúcar é forte. Apesar disso, eles não confiam em uma adesão igual à dos automóveis.

Entre os problemas citados estão o peso dos caminhões e ônibus, que faz com que eles consumam mais que os veículos normais, e o fato de o preço do etanol não ser tão atrativo em todas as regiões do país.

Alternativas

Para driblar o problema, as montadoras estão investindo em alternativas, como a interação entre o biodiesel e o etanol. "Este seria o mais interessante em termos de meio ambiente. Um produtor de cana de açúcar, por exemplo, vai conseguir produzir os dois combustíveis e abastecer sua frota inteira", declarou Michael Ketterer, diretor de vendas e marketing da MWM na América do Sul. Ele lembrou que as usinas do país já sabem como obter o biodiesel a partir da cana.

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Para viabilizar o projeto, as montadoras estão investindo em alternativas com o biodiesel

Ketterer afirmou ainda que já é possível imaginar um motor flex para caminhões e ônibus que no melhor cenário utilize até 65% de etanol na mistura. "A ideia é aproveitar a força, durabilidade e performance do diesel e atribuir ainda emissões reduzidas e o preço favorável do álcool", acrescentou o executivo.

Para os fabricantes, é praticamente impossível abrir mão do diesel nos ônibus e caminhões. Luis Pasquotto, diretor-geral da unidade de motores da Cummins no Brasil, afirmou que ainda não foi desenvolvida nenhuma tecnologia capaz de banir a utilização do diesel. “Sabemos que tem GNV, etanol, biodiesel e até o híbrido, mas nenhuma delas é perfeita ainda", declarou.

Ao viabilizar o lançamento de um motor flex para caminhões e ônibus, os fabricantes de veículos e a indústria de motores e componentes pretendem atingir uma taxa de substituição do diesel de ao menos 50%. João Irineu Medeiros, diretor de engenharia da Fiat Powertrain Technologies (FPT), acredita que entre 12 e 15 meses já existirão motores com estas características no mercado.

* Com informações do Valor Econômico
 

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