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Mudanças Climáticas

08 de Abril de 2011

 

Geleiras de verão do Ártico podem derreter ainda esta década, afirma estudo

geleira
O derretimento drástico de 2007 foi o maior já registrado pelos satélites / Foto: Sxc.hu

A equipe de cientistas de Wieslaw Maslowski projeta que haja um derretimento das geleiras durante os verões na região do Ártico ainda nesta década, provavelmente no ano de 2016 – com margem de erro de três anos para mais ou para menos.

A previsão original, anunciada por Maslowski em 2007, gerou uma onda de críticas quando se falou que o derretimento seria em 2013. Desta vez, os pesquisadores trabalharam com um novo modelo de computador que remarcou a data "estimada".

"Não estou tentando ser alarmista nem dizer que 'prevemos o futuro porque temos uma bola de cristal'", explica Maslowski à BBC Brasil. "Estamos tentando fazer com que os políticos e as pessoas percebam que o gelo de verão (do Ártico) pode sumir até o fim da década."

O novo modelo --apresentado no encontro anual da EGU (União Europeia de Geociências, na sigla em inglês) -- é projetado para reproduzir interações do mundo real, cruzando informações sobre o oceano Ártico, a atmosfera, o gelo e os rios que deságuam no mar.

Um dos ingredientes mais importantes do novo modelo é a informação relativa à espessura do gelo que flutua no mar. Satélites são cada vez mais capazes de detectar essa espessura, geralmente a partir da medição de quão acima da superfície marítima está a geleira, e indicar a profundidade do gelo.

"Desenvolvemos um modelo regional do clima do Ártico que é muito parecido com os modelos de mudança climática do IPCC [Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas]", disse Maslowski, que trabalha na Escola de Pós-Graduação Naval, em Monterey, na Califórnia.

"No passado (...), projetávamos o futuro presumindo que as tendências poderiam persistir, como foi observado em tempos recentes", explica o cientista. "Agora podemos fazer um modelo completo de cruzamentos para o passado e o presente, e ver uma previsão para o futuro quanto ao gelo do mar e o clima ártico."

O derretimento drástico de 2007 foi o maior já registrado pelos satélites, ainda que nos anos seguintes a perda de gelo foi inferior à média de longo prazo. Alguns pesquisadores, porém, acreditam que o derretimento de 2010 se tornou tão marcante quanto o de 2007, já que as condições climáticas no ano passado estavam mais favoráveis à durabilidade do gelo.

As informações são da BBC Brasil.

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