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Responsabilidade Social

28 de Dezembro de 2011

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EcoD Básico: Cidadania Globalizada

 conceito de cidadania global cresce em todo o mundo
Sentimento de unicidade é uma das características da cidadania globalizada/Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Uma realidade na qual as pessoas, antes de se verem como cidadãs deste ou daquele país, se entenderiam de um modo mais abrangente e comum: seriam todas cidadãs do planeta Terra. Assim é a cidadania global, conceito que ganha cada vez mais peso por meio da democratização da informação e da comunicação imediata possibilitada pelo advento e desenvolvimento da internet.

De acordo com o escritor Ricardo Kelmer, os sentimentos nacionalistas ainda existem, mas quanto mais as pessoas se conectam à internet, mais elas se entendem como participantes ativos dos destinos do mundo e não apenas de seu país. Elas talvez ainda não saibam mas já estão exercitando um tipo de cidadania global.

Uma série de manifestações populares contra injustiças sociais são desencadeadas em todo o mundo desde 1999, quando manifestantes saíram às ruas de Seattle, nos Estados Unidos, por ocasião da Conferência da Organização Mundial do Comércio.

A partir de então, passando pelos protestos de abril de 2000 em Washington (EUA) e de setembro do mesmo ano em Praga (República Checa), verifica-se que vem ampliando-se a consciência relativa aos efeitos da globalização das finanças, aos protecionismos comerciais praticados pelos países que alardeiam o livre comércio e aos descasos referentes ao meio ambiente.

Internet potencializa conceito

A internet possibilitou uma tomada de consciência dessas injustiças em nível global, pois permite a mobilização e a organização dos cidadãos do mundo de forma mais dinâmica e instantânea. O site WikiLeaks, especializado em publicar documentos secretos de governos, empresas e instituições, deu sua contribuição a esse processo.

Financiado por doações anônimas e assegurando a máxima proteção às suas fontes, ele encoraja pessoas a denunciar casos de corrupção, censura, abusos e torturas, além de expor assuntos relacionados a guerras, ecologia, diplomacia, finanças e espionagem.Ações como essa fazem com que governos e empresas saibam que já não podem enganar as pessoas como antes. 

Também é importante perceber que os manifestantes da cidadania global estão legitimando as autoridades econômicas, financeiras e comerciais internacionais, os representantes dos organismos mundiais (FMI, Bird e OMC), como autoridades sociais e políticas mundiais. De fato, antes das manifestações de rua de Seattle, esses organismos internacionais criados por meio de entendimentos realizados pelos Estados nacionais estavam circunscritos à política dos Estados, aos seus políticos e aos seus técnicos.

Entretanto, depois dos protestos, os representantes legais desses organismos foram forçados a incluir em seus discursos referências ao conteúdo das principais reivindicações: proteção ao meio ambiente, ataque à pobreza e aos protecionismos comerciais dos países ricos. Em algumas conferências internacionais, abriu-se espaço à participação, inclusive, de representantes das ONGs mais fortes. É, de um lado, a cidadania mundial se construindo e, de outro, modelando a criação de um Estado Mundial.

Fórum Social Mundial

Atualmente, um dos eventos que mais incentivam a cidadania global é o Fórum Social Mundial (FSM), criado em 2001, em Porto Alegre, dois anos depois das manifestações de Seattle. O encontro costuma ser encarado como uma resposta ao Fórum Mundial de Desenvolvimento, realizado na cidade suíça de Davos, uma reunião anual dos líderes dos países mais ricos do mundo. 

O FSM tem a proposta de ser um espaço aberto de encontro plural, diversificado, não-governamental e apartidário, que tem os objetivos de estimular o debate, a reflexão e a formulação de propostas para um mundo mais sustentável. O EcoD fez a cobertura da décima edição do evento, em 2010, realizado na capital gaúcha.

Fontes: Revista Mundo e Missão e Blog do Kelmer.

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