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Ciência e Tecnologia

19 de Dezembro de 2011

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Sistema de alerta de desastres naturais entra em operação 24h por dia

 enchentes em roraima, em junho deste ano
Vista aérea da enchente que assolou Roraima, em junho deste ano/Foto: Wilson Dias/ABr

Emitir um aviso quando uma região com risco elevado de incidentes, como deslizamentos e enxurradas, é visitada por frentes frias ou por concentrações de nuvens que podem gerar pancadas de chuvas. Esta é a função do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que começou a funcionar 24h por dia no sábado, 17 de dezembro, e cuja criação havia sido anunciada pelo EcoD em março deste ano.

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCIT), órgão do qual o Cemaden é vinculado, informou que o monitoramento e a emissão de alertas de risco já eram feitos desde 2 de dezembro, mas não durante um dia inteiro.

Os alertas possuem quatro níveis de risco: leve, moderado, alto e muito alto - todos relacionados a áreas habitáveis, pois não está ligado em zonas rurais. Os dois estágios mais alarmantes são usados quando o volume de chuva em uma região de risco aumenta em um período curto como uma hora ou fica acima da média para um trecho de dois a três dias.

Para montar um alerta, os dados de mapas de risco com informações geológicas e hidrológicas são cruzados com as cartas geradas por institutos de previsão de tempo como o CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

“A ação precisa ser sempre antecipada, nós não podemos ficar esperando. Antes do risco alto se concretizar, o alerta é enviado para que os municípios e os órgãos de defesa possam monitorar a situação e agir quando preciso", explicou ao portal G1 Carlos Nobre, diretor do Cemaden e secretário de políticas e programas de pesquisa e desenvolvimento (Seped).

Em seguida, o controle das operações passa a ser do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), órgão ligado à Defesa Civil nacional. Ele é o responsável por fazer a ponte com os serviços de defesa civil estaduais e municipais e com ministérios diretamente ligados à emergências como o da Saúde e da Defesa.

Prevenção para primeiros meses de 2012

As ações do Ministério da Integração Nacional são preparatórias para possíveis desastres no verão de 2012. As iniciativas serão concentradas em 56 municípios, 22 deles nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina, os mais afetados pelas enchentes e chuvas em janeiro deste ano. “A região dessas cidades conta com um bom monitoramento para áreas de risco de deslizamento e enxurradas”, enfatizou Nobre.

Até abril de 2012, outros 34 municípios, situados na Zona da Mata nordestina, devem entrar no cálculo. Atualmente, o Cemaden já identificou 251 cidades onde ocorreram mortes por conta de desastres naturais no Brasil. A estimativa de Nobre é que existam até mil áreas de risco no país. “Existem muitas áreas ainda no Brasil que precisam ser mapeadas”, observou o climatologista.

Só no Cemaden, são previstos 2,2 mil novos pluviômetros em todo o país e três novos radares meteorológicos. "Esses aparelhos representam o padrão de excelência, eles mandam informação repetidamente", acrescentou Nobre.

O Ministério da Defesa destinou R$ 48,3 milhões em ações como apoio aéreo, engenharia, transporte de medicamentos e salvamento. As pastas de Integração Nacional e de Cidades também investiram em ações de contenção de encostas, obras de drenagem urbana e de barragens.

Brasil teve recorde de óbitos em desastres naturais

O número de mortos e desaparecidos em enchentes e deslizamentos de terras no país em 2011 passou de 1.500, um recorde histórico, segundo dados do Ministério de Ciência e Tecnologia. A meta do governo é reduzir "drasticamente" o número de vítimas em acidentes, por meio de alertas mais precisos e mapeamento das áreas de risco, previstos integralmente apenas para 2014.

De acordo com Nobre, nenhum sistema de alerta, por mais sofisticado que seja, reduz a zero o número de mortos. "Em países como o Japão e os Estados Unidos, as mortes são reduzidas em até 80%", lembrou o especialista ao Estadão. Ele informou que, quase um ano depois das enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro, o Brasil conta hoje com 24 radares para a previsão de tempo em 31 dos 56 municípios das regiões Sul e Sudeste listadas entre as áreas de maior risco. "Hoje, os grandes buracos à visão dos radares são a região metropolitana de Salvador, na Bahia, o sul do Estado, e Vitória, no Espírito Santo."

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