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Biodiversidade

17 de Junho de 2011

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Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca é lembrado como alerta

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Degradação do solo é acentuada pelas mudanças climáticas/Foto: Miriam Kashia

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca é lembrado nesta sexta-feira, 17 de junho. Em mensagem especial para a data, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que o gerenciamento, a conservação e o desenvolvimento sustentável das florestas secas são centrais para combater o problema.

"Atualmente, 42% das florestas tropicais e subtropicais da Terra são secas. O gerenciamento insustentável da terra e a agricultura são causas significantes de seu esgotamento, bem como da degradação da terra e da desertificação subsequentes. Lamentavelmente, só depois que estes ecossistemas estão comprometidos é que muitas comunidades ou autoridades despertam para a importância das florestas secas para o bem estar social e para a prosperidade", observou Ban.

Dados da ONU apontam que a desertificação já causa impactos negativos na vida de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, o equivalente a um terço da população mundial. Fatores como a insegurança alimentar e a migração desordenada são apontados como alguns dos problemas causados por esse fenômeno - provocado, muitas vezes, em razão da ação humana.

Entre os principais problemas da desertificação estão:

  • Influência negativa para a agricultura, uma vez que o solo degradado inviabiliza as produções;
  • Contribuição para as mudanças climáticas, uma vez que a perda da biodiversidade acelera o problema;
  • Migração desordenada de milhões de pessoas, que perderiam o sustento em razão da improdutividade do solo.

Problema no Brasil

No Brasil, as áreas suscetíveis à desertificação são as regiões de clima semiárido ou subúmido seco, encontrados no Nordeste e Norte de Minas Gerais. Situam-se nesta região 1201 municípios. O semiárido brasileiro também apresenta em 10% de sua área processos graves de desertificação.

Um terço do território de Minas Gerais corre o risco de virar deserto até 2020, em razão de fatores como o desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, que já empobreceram o solo de 142 municípios, segundo dados de um estudo encomendado pelo governo mineiro.

Se nada for feito para reverter o processo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira. Tal realidade obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixarem a região Norte do estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha.

Década de combate

Para ajudar a chamar a atenção da comunidade internacional sobre o tema, a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) declarou o período entre 2010 a 2020 como a Década sobre Desertos e Combate à Desertificação.

Em setembro, a Assembleia Geral da ONU vai realizar o Encontro de Alto Nível sobre a Desertificação, Degradação da Terra e Seca, na véspera da 66ª sessão. De acordo com Ban Ki-moon, o tema será um principais pontos discutidos na Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que está programada para junho de 2012, no Rio de Janeiro.

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