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28 de Novembro de 2011

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União Europeia e Canadá querem novo acordo pós-Kyoto

 cop 17 , come�u hoje 28 de novembro em durban
COP-17 começou nesta segunda-feira, 28 de novembro em Durban, África do Sul/ Foto: UNclimatechange

Negociadores da União Europeia (UE) afirmaram nesta segunda-feira, 28 de novembro, que o mundo precisa de um projeto muito mais ambicioso para cortar as emissões de gases-estufa e que qualquer acordo será praticamente sem sentido caso não seja assinado pela maioria dos emissores. O governo canadense segue a mesma linha.

"Kyoto sozinho não é capaz de salvar o planeta (...), os países estão fugindo do Protocolo de Kyoto", justificou o negociador climático europeu Artur Runge-Metzger em uma entrevista à imprensa em Durban, onde é realizada a 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-17). A UE está disposta a se comprometer com um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto, o que não se vê em relação a outros signatários, tais como Rússia, Japão e Canadá.

O governo canadense também fez observações sobre o Protocolo de Kyoto, ao defini-lo como “coisa do passado”. O ministro canadense do Meio Ambiente, Peter Kent, confirmou que o Canadá não assinará a extensão dos objetivos estabelecidos em Kyoto durante a conferência. "Não vamos realizar um segundo compromisso com Kyoto".

Quando perguntado se o Canadá sairá do protocolo, Kent explicou que vai a Durban com o objetivo de conseguir "um mandato para negociar um novo acordo vinculativo que eventualmente inclua todos os principais emissores do mundo".

O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional para estabilizar a concentração de gases que provocam o efeito estufa. Entrou em vigor em 2005 e previa que entre 2008 e 2012 os países desenvolvidos diminuíssem suas emissões. O estipulado para o Canadá era que para 2012 o país reduzisse em 6% as substâncias poluentes com relação a 1990, mas em 2009 as emissões canadenses tinham aumentado 34%.

Grande parte do aumento das emissões no Canadá é atribuída a exploração das areias betuminosas na província de Alberta, considerada a maior reserva de petróleo do mundo, junto com as da Arábia Saudita. O país da América do Norte, um dos mais desenvolvidos do mundo, está mergulhado em uma campanha de relações públicas para classificar o petróleo das areias betuminosas como "petróleo ético" em contraposição ao procedente de países árabes e para aplacar as críticas dos grupos ambientais, segundo informou a agência de notícias EFE.

 

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