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Biodiversidade

21 de Setembro de 2011

 

EcoD Básico: Árvores para Reflorestamento

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Reflorestamento é prática importante para a manutenção da biodiversidade/Foto: Joint Base Lewis McChord

O EcoD Básico já abordou a importância do reflorestamento para à biodiversidade. Trata-se da implantação de árvores em áreas naturalmente florestais que perderam as características originais, seja por ações decorrentes da atividade humana ou naturais. Dessa vez, vamos apresentar alguns dos tipos de árvores mais comuns para esta prática.

Um dos critérios básicos que a atividade deve respeitar, segundo os especialistas, diz respeito à necessidade de se usar diferentes espécies nativas do próprio local - o que permite a diversidade biológica e estimula o retorno também da fauna (animais).

Os objetivos do reflorestamento podem ser comerciais (produção de produtos madeireiros) ou ambientais (recuperação de áreas degradadas ou melhoria da qualidade da terra, por exemplo). No aspecto ambiental, tal prática pode viabilizar uma série de melhorias ecológicas, sociais e econômicas, o que traz impactos positivos e acaba fortalecendo a região agrícola envolvida.

Entre os possíveis benefícios ambientais do reflorestamento estão a diminuição da erosão nos solos, devido à maior cobertura vegetal, produção e sequestro do dióxido de carbono (CO2). No aspecto social podem ser destacadas a geração de empregos e a maior relação entre os cooperados, enquanto o econômico valoriza o giro de capital por meio do emprego do projeto e a contribuição para o aquecimento local do comércio de mudas, defensivos e do produto final, a madeira serrada.

Onde reflorestar

Os programas de reflorestamento devem, sempre que possível, localizar as áreas de plantio de forma estratégica para terem uma função ecológica mais eficiente. As áreas preferíveis são:

Topos de morros - para aumentar absorção da água das chuvas pelo solo;
Encostas de morros - para evitar erosão e carreamento de solo fértil;
Áreas próximas às nascentes d'água - para revitalizar o manancial próximo as margens de rios;
Matas ciliares - para proteger os rios do assoreamento.

As principais categorias de mudas nativas para reflorestamento são as Pioneiras, as Intermediárias e as Climaxes.

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A Embaúba é também chamada de árvore da preguiça, pois seus frutos são alimento preferido por este animal/Foto: Glauco Umbelino

PIONEIRAS

Embaúba – Cecropia (diversas espécies)

Angico jacaré – Piptadenia gonoacantha

Caja mirim – Spondias monbin

Fedegoso - Senna macranthera

Fedegoso gigante – Senna alata

Leiteira – Tabernaemontana fushiaefolia

Pombeira - Cytharexylum myrianthum

Papagaio ou tamanqueira - Aegiphila sellowiana

Capixingui - Croton floribundus

Sangra d’agua - Croton urucurana

Marianeira - Acnistus arborescens

INTERMEDIÁRIAS

Amendoim do mato – Pterogyne nitens

Aroeira vermelha - Schinus terebinthifolius

Cabreúva, Balsamo - Myroxylon balsamum

Canafístula de fava - Cassia ferruginea

Canela branca - Ocotea spichiana

Caroba branca - Sparattosperma leucanthum

Catuaba branca - Eriotheca candolleana

Farinha seca – Albizia haslerii

Guapuruvu - Schizolobium parahyba

Ingá – Inga edulis

Ipê amarelo do Cerrado - Tabebuia chrysotricha

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Árvore de porte médio, o Ipê-roxo no período do outono, se enche de flores, para se reproduzir/Foto: Maurício Mercadante

Ipê roxo – Tabebuia avellanedae

Jacarandá da Bahia – Dalbergia nigra

Jenipapo - Genipa americana

Mulungu - Erythrina verna

CLIMAXES

Angico vermelho (mam. Porca) - Anadenanthera macrocarpa

Araribá - Centrolobium robustus

Brauna preta – Melanoxylon brauna

Cedro - Cedrela fissilis

Copaiba - Copaifera langsdorfii

Garapa - Apulea leiocarpa

Cutieira ou boleira – Joanesia princeps

Inuiba - Lecythis lúrida

Ipê amarelo da mata – Tabebuia serratifolia

Jatobá – Hymeneae courbaril

Jequitibá rosa - Cariniana legalis

Paratudo - Hortia arbórea

Pau Brasil – Caesalpinia echinata

Pau dalho - Gallesia intergrifolia

Pau ferro – Caesalpinia ferrea

Pau rei – Pterygota brasiliensis

Peroba do campo – Paratecoma peroba

Sapucaia – Lecythis pisonis

Vinhatico - Plathymenia foliosa

No entanto, vale destacar que existem muitas outras espécies e categorias de árvores que servem para reflorestamento. Mudas frutíferas e até mesmo alguns tipos de ornamentais também são utilizadas.

O reflorestamento de áreas desmatadas (em especial de florestas) captura carbono de maneira mais eficiente do que plantações industriais de monoculturas,  segundo pesquisa de cientistas australianos publicada em agosto de 2010 na revista científica Ecological Management & Restoration.

De acordo com o estudo, as áreas reflorestadas estocam em média de 106 toneladas de carbono por hectare, o que equivale a 41,5% a mais do que as 62 toneladas estocadas a cada hectare de área de monocultura de coníferas. As florestas replantadas também estocam cerca de 19% de carbono a mais do que espécies madeireiras misturadas plantadas, que em média estocam 86 toneladas por hectare.

Fontes: Mudas Nativas e Árvores Brasil.

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