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15 de Fevereiro de 2012

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EcoD Básico: Obsolescência Programada

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Em 1920, as lâmpadas foram programadas para durar somente mil horas/Foto: Sxc.hu

Não é preciso ter vivido na primeira metade do século para saber que, mesmo com todos os avanços tecnológicos, grande parte da indústria ainda fabrica produtos com durabilidade inferior às existentes tempos atrás. É a obsolescência programada, em que o bem de consumo é projetado intencionalmente com uma vida útil reduzida, de forma que seja substituído por outro novo o mais rápido possível. Ou seja, programado para tornar-se obsoleto.

Embora nunca tenha sido admitida oficialmente, são vários os exemplos da prática na indústria. Lançado em 2010, o documentário The Light Bulb Conspiracy (A conspiração da lâmpada elétrica, em tradução livre), dirigido por Cosima Dannoritzer, conta como a indústria trabalhou no último século para promover o consumo e o crescimento econômico produzindo produtos de qualidade inferior.

É o caso das impressoras a jato de tinta da Epson, que teriam um sistema desenvolvido para travar o equipamento depois de certo número de páginas impressas, sem a possibilidade de reparo. O outro exemplo citado no documentário trata do primeiro iPod da Apple, cuja bateria foi criada para durar pouco, sem a possibilidade de substituição. Bill Gates, fundador da Microsoft, também adotou esta estratégia de negócio nas atualizações do Windows.

Histórico

A utilização do método faz parte da história da indústria no século 20. A obsolescência programada foi criada, na década de 1920, pelo presidente da General Motors Alfred Sloan. Ele criou o modelo para atrair os consumidores a trocar de carro frequentemente, apelando para a mudança anual de modelos e acessórios.

Na mesma época, um cartel que reunia fabricantes de lâmpadas de todo o mundo deu um passo além na estratégia: a programação da "morte". Eles decidiram que as lâmpadas teriam uma validade preestabelecida de 1.000 horas. Assim, as empresas conseguiriam garantir que sempre haveria consumidores para seus produtos.

A obsolescência programada se consolidou como uma forte estratégia da indústria para retomar o crescimento, com a queda do consumo provocada pela recessão mundial de 1929.

O economista Bernard London foi o primeiro a teorizar sobre a prática, em 1932. O seu livro The New Prosperity sugere que a prática era o melhor modo de superar a depressão. Assim, as pessoas continuariam comprando, a indústria crescendo e todos teriam emprego.

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Documentário conta a história da prática/Foto: Divulgação

Freio

Em um mundo com recursos finitos e sem solução adequada para os resíduos, até a obsolescência programada tem data para morrer. As grandes empresas já estão percebendo que a tendência agora é aumentar a durabilidade dos produtos.

As smart TVs “à prova de futuro” da Samsung, por exemplo, têm um kit para se manterem atualizadas. Já o Motorola Droid Razr Max, smartphone Android, possui uma bateria que roda até 15 horas de vídeo com apenas uma carga. As lâmpadas ultra-duráveis da Philips também seguem a tendência, uma vez que ficam acesas por até 25 mil horas.

A conscientização cada vez maior do consumo consciente, no qual trocar de celular a cada seis meses não é bom para o planeta, também é outro modo de combater a prática.

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