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Cidades Sustentáveis

25 de Janeiro de 2012

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Estado do Mundo 2010

 

EcoD Básico: Cidades Resilientes

 

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Cachoeiro de Itapemirim (ES)/Foto: Francisco Sousa

Inundações, secas, incêndios florestais, terremotos e outras ameaças afetam cerca de 200 milhões de pessoas todos os anos no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Recentemente no Brasil, as enchentes que atingiram Minas Gerais afetaram mais de três milhões de pessoas e desalojaram 50 mil. Para mudar este quadro, é fundamental que as cidades tornem-se resilientes.

Resiliência é um conceito oriundo da física que descreve a propriedade de alguns materiais de recuperar sua forma original após choque ou deformação. Assim, cidades resilientes são aquelas preparadas para resistir, absorver e se recuperar tensões e desastres ambientais prevenindo a perda de vidas e bens.

Riscos

No mundo, mais da metade da população vive a menos de 60 quilômetros do mar e 75% das grandes cidades estão localizadas em região costeira. Situação que os torna vulneráveis aos eventos climáticos, como elevação do nível do mar, segundo informações do programa da Organização das Nações Unidas para a Habitação, a ONU – Habitat.

A organização prevê para as cidades, além disso, um futuro em que as temperaturas elevadas afetarão a saúde humana e a produtividade das plantações, impactarão diretamente as provisões de água, de serviços sanitários e energia e intensificarão eventos naturais, tais quais inundações e ciclones. Por isso é tão fundamental estar preparado.

Ações

Em 2005, 168 países integrantes da ONU, assinaram o Marco de Ação de Hyogo, em que se comprometeram com a redução de risco de desastres em suas nações. O documento visa para 2015 a redução considerável das perdas ocasionadas por desastres, tanto de vidas humanas, como de bens sociais, econômicos e ambientais.

Para implantar o “Quadro de Ação de Hyogo para 2005-2015: aumento da resiliência das nações e das comunidades frente aos desastres”, a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, lançou ano passado no Brasil a campanha “Construindo Cidades Resilientes: Minha Cidade está se Preparando”, da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (EIRD), coordenada pela ONU.

Segundo a campanha, quando as ações de redução de riscos de desastres são aplicadas com êxito reduzem a pobreza, geram empregos, tornam os ecossistemas equilibrados, favorecem melhores políticas de saúde e educação e incrementam a equidade social e as oportunidades comerciais.

A campanha propõe uma lista de passos essenciais para construção de cidades resilientes que podem ser implantados por prefeitos e gestores públicos locais, tais quais: a parceria entre sociedade civil e gestão municipal no processo; orientação e incentivos para moradores das áreas de riscos; informações atualizadas sobre as ameaças e vulnerabilidades da cidade, sistemas de alerta e investimento e manutenção de uma infraestrutura para redução de risco.

- Confira aqui o material da campanha -

Iniciativas

Na sociedade civil também há iniciativas para tornar as cidades resilientes. Uma delas é movimento das Cidades em Transição (Transition Towns), que foi criado pelo inglês Rob Hopkins a partir doa anos 2000, visando transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes do petróleo, mais integradas à natureza e mais resistentes a crises externas, tanto econômicas como ecológicas.

A cidade britânica Totnes foi a primeira a adotar o modelo, em 2005, e conta com a capacidade coletiva da comunidade local de desenvolver resiliência através de um processo de “relocalização”, onde for viável. No Brasil, o modelo já foi implantado no município capixaba Serra e na Brasilândia, uma comunidade de baixa renda na zona norte de São Paulo.

Nesta última, cerca de 30% dos habitantes estão envolvidos em ações como horta e panificadora comunitárias, cursos de dança, feiras de troca, mutirões de limpeza e outras ações que incentivam a preservação do meio ambiente, a geração de renda, a segurança familiar e a economia solidária.

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