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Vida e Saúde

09 de Janeiro de 2012

 

Cochilo pós-almoço desestressa, aponta pesquisa

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O melhor horário para este sono tão agradável é logo depois do almoço, entre 13h e 16h/ Foto:Travelin' Librarian

Nada melhor do que um cochilo após o almoço, não é mesmo? Em 45 minutinhos pode-se ter um soninho revigorante e um melhor desempenho no trabalho.

Para entender melhor como porque isso acontece, psicólogos e neurocientistas da Faculdade norte-americana Allegheny College, avaliaram os benefícios do sono diurno na recuperação cardiovascular.

Foram separadas 85 pessoas em dois grupos. Um deles deveria dormir por 45 minutos após o almoço, enquanto o outro permanecia acordado. Todos os participantes foram submetidos a testes de estresse. Após avaliação dos resultados, foi constatada uma baixa pressão arterial no grupo que repousou.

"Outros trabalhos já demonstraram que descansar após o almoço diminui a pressão sistólica", confirma o cardiologista Marco Antônio Gomes, do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia à revista Saúde!. Ao falar em pressão sistólica, ele se refere ao número de maior valor que aparece registrado no aparelho de medição.

Os especialistas especulam que esse fenômeno seria comandado pelo cérebro, mais precisamente pelo sistema nervoso central, que é dividido em simpático e parassimpático. O primeiro acelera e o segundo coloca um freio nas funções fisiológicas. "Quando dormimos, há redução da atividade simpática, o que relaxa os vasos e diminui os batimentos cardíacos", explica o pneumologista especialista em sono Pedro Genta, do Hospital do Coração, de São Paulo.

A curta duração de um cochilo não desmerece suas qualidades. "Em 45 minutos, é possível atingir a fase três do sono", explica Genta. O descanso pós-almoço, porém, não substitui o noturno, já que apenas na escuridão o cérebro desperta o hormônio fundamental para um sono pleno: a melatonina.

De acordo com o cardiologista, tanta na sesta como no sono noturno, ao despertar a coagulação se intensifica e há uma descarga de adrenalina, o que acelera o coração. “ Por isso, ela não é indicada a quem tem alto risco cardiovascular, como diabéticos, obesos e fumantes”, alerta Gomes.

Segundo a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, o cochilo pode afetar na duração do sono à noite, gerando sonolência e fadiga no dia seguinte, deixando a pessoa cansada, necessitando de um sono diruno, o que pode levar um círculo vicioso. "Quando o sujeito é privado do sono regular, muitas vezes precisa complementá- lo", opina. Nesses casos, aconchegar-se na poltrona seria uma boa ideia.
 

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