Editorias / Eventos e Campanhas
HOME | Posts | 2012 | Junho | Caminhos da Rio+20: a avenida é dos povos

Eventos e Campanhas

21 de Junho de 2012

Leia Também
 

Caminhos da Rio+20: a avenida é dos povos

A avenida Rio Branco, uma das principais vias cariocas, teve seus dois quilômetros preenchidos na quarta-feira, 20 de junho, por pessoas de diversos países, etnias e idades, insatisfeitas com a sociedade em que vivemos. Nem a chuva, que caiu moderamente, dispersou os 80 mil participantes estimados que participaram do evento. A Marcha dos Povos: em defesa dos bens comuns e contra a mercantilização da vida foi realizada no dia em que os chefes de Estado e governo presenciaram o primeiro dia do Segmento de Alto Nível na Rio+20.

Multidão

Na avenida, a diversidade não poderia ser maior: além de organizações tradicionalmente ativistas, como a CUT, MST e Greenpeace, estavam presentes pessoas de organizações ao redor do mundo e a sociedade civil não organizada.

As pautas eram inúmeras: desde melhores condições de educação, reestruturação do Código Florestal aprovado no Congresso, paralisação das obras de Belo Monte, descriminalização do aborto até o aumento salarial do judiciário. Era a sociedade civil clamando por ser ouvida.

Animação foi o que não faltou. Gritos de guerra, tambores e trios transformaram em festa a luta pelos direitos. Pessoas fantasiadas e atores utilizavam o bom humor para chamar a atenção para seus ideais.

Um grupo Hare Krishna atraiu dezenas de manifestantes para cantar, dançar e dar um grande abraço coletivo como prova de amor ao próximo.

Conflito

A história da Marcha dos Povos, de uma beleza impressionante, poderia ter parado por aí. Mas, infelizmente, não foi isso que aconteceu. Ao cair da noite, a marcha foi dispersada para a liberação da via. Os manifestantes que entoavam canções de amor foram incitados a sair da Rio Branco, mas eles não quiseram.

A partir daí, os policiais avançaram sobre os estudantes para forçar o recuo. O conflito só não foi inevitável porque as pessoas decidiram resistir pacificamente. Mesmo assim, houve gás de pimenta e agressões, como uma menina que levou um soco e um idoso que foi empurrado por um policial.

Diante da truculência, os manifestantes recuaram, mas não sem lutar e tentar trazer para o seu lado as tropas que chegavam a cada instante. "Eu amo você", entooaram os manifestantes, que ainda deram um abraço coletivo junto a barreira de policiais. "É uma manifestação que não víamos no Brasil desde as 'Diretas Já'", destacou o cineasta Otavio Batista, que foi agredido. "Será possível a polícia acabar com uma manifestação dessa? O governo brasileiro não está dando condições para as pessoas se manifestarem", indignou-se. 

Faça sua doação!

Estamos precisando muito da sua ajuda e qualquer valor doado é de grande importância.

Você pode impedir que este trabalho importante de conscientização acabe, fazendo sua doação. Todos os recursos obtidos serão utilizados para a manutenção de nossas atividades. Vale lembrar que todo conteúdo é 100% gratuito e acessível a qualquer cidadão.

Clique aqui e saiba como fazer a sua doação!

Comentários

Deixe sua opinião sobre este assunto.

Dicas
Veja Mais Dicas
Guias
Veja Mais Guias
 
Shopping EcoD
Abrasivo Digital