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Economia e Política

12 de Março de 2012

 

Rio+20 pode ficar em segundo plano, receia secretário-geral

 zukang visitou recentemente o brasil
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Sha Zukang, falam sobre o evento, marcado para junho na capital fluminense/Foto: Wilson Dias/ABr

A crise internacional pode atrasar a implementação de uma economia verde em alguns países. A opinião é de Sha Zukang, secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que visitou o Brasil na última semana para tratar de assuntos como a logística da cúpula marcada para junho.

“Ainda não conseguimos nos livrar da sombra das crises financeiras. A transição para uma economia verde, principalmente para os países em dificuldade, vai precisar de um compromisso maior, muito forte, e mais ajuda dos desenvolvidos. É uma questão internacional que pode criar, talvez, um atraso na implementação da economia verde”, alertou Zukang em entrevista coletiva no Ministério do Meio Ambiente.

Para o secretário-geral, a conferência pode ficar em segundo plano para líderes de alguns países devido a assuntos internos. Ele citou, como exemplo, o período eleitoral nos Estados Unidos. “Em ano de eleições, as grandes figuras políticas estão muito preocupadas com o pleito para tratar de outros assuntos. Mas digo a eles que não se preocupem. Sustentabilidade é uma questão que deve unir oposição e situação. O desenvolvimento sustentável é o futuro que queremos”, comentou.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ponderou que as eleições em outros países não devem atrapalhar a presença de chefes de estado na Rio+20. Até o momento, 79 delegações confirmaram presença. Entretanto, o objetivo é que a conferência seja de decisões concretas e não apenas de debate. “Não é uma conferência para carimbar documentos e dizer que aprovamos. Queremos caminhos concretos, de resultados”, destacou.

O secretário ainda comentou a declaração do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, de que o Brasil precisaria de um “chute no traseiro” para agilizar as obras da Copa de 2014.

“Quando se tem um país que organiza três grandes eventos: Rio+20, Copa do Mundo e Olimpíadas, as críticas são naturais. Não é nada de anormal”, ponderou Zukang, ao lembrar que quando o seu país, a China, sediou as Olimpíadas (2008), recebeu diversas delegações que também criticaram as obras. “É o trabalho deles”, acrescentou.

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