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Moda e Beleza

22 de Novembro de 2012

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Greenpeace lança campanha contra tóxicos encontrados em roupas da Zara

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A campanha atingiu mais de 200 mil assinaturas em 48 horas
Foto: Divulgação

Você sabe qual o material responsável pela produção da roupa que está utilizando? Pois é essa pergunta que os ativistas do Greenpeace fazem para os fashionistas, que compram vestimentas de marca. Segundo eles, a grife espanhola Zara "possui cursos-d'água públicos, que estão sendo tratados como se fossem esgotos particulares". Além disso, utiliza produtos químicos tóxicos na confecção das roupas. Os ambientalistas testaram os elementos encontrados nos produtos em um laboratório independente.

Para mudar esse quadro, os ativistas criaram a campanha Detox Greenpeace, com o objetivo de mobilizar o maior número de pessoas para cobrar da Zara a desintoxicação de seus produtos e um trabalho mais sustentável. Os interessados precisam apenas acessar o portal da iniciativa e informar nome, sobrenome, e-mail e telefone. Depois é só clicar em "Quero participar" e pronto!

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A grife respondeu as acusações e prometeu ações para melhorar a sua produção
Foto: Elvert Barnes

A campanha, que foi lançada no dia 20 de novembro, já alcançou mais de 200 mil assinaturas, até o fechamento desta matéria. Mas, a Zara, considerada a maior varejista do mundo, pronunciou-se em relação a ação. A grife apontou que há "boa vontade em tomar as atitudes necessárias para alcançar, no menor tempo possível, a meta geral de parar a poluição".

Os ativistas retrucaram afirmando que "palavras não são suficientes" e prometeram cobrar da marca atitudes que provem a melhoria de seus trabalhos. "Nós acreditamos que a Zara tem responsabilidade junto ao público e ao meio ambiente de acabar definitivamente com toda a liberação de produtos químicos perigosos dos seus processos de produção, e pedir a seus fornecedores que revelem quais substâncias estão sendo jogadas em nossos preciosos cursos d'água", declararam no portal do Greenpeace.

A Zara também já foi acusada de trabalho escravo, conforme o EcoD Já mostrou em entrevista com Ana Asti, presidente da Organização Mundial de Comércio Justo na América Latina (WFTO). O Ministério do Trabalho encontrou, no fim do mês de junho de 2011, uma casa na Zona Norte de São Paulo, onde 16 pessoas, sendo 15 bolivianos, viviam e trabalhavam em condições de semi-escravidão para a empresa espanhola.

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