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Biodiversidade

24 de Setembro de 2012

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O que vai definir a sobrevivência das espécies caso haja uma catástrofe global?

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Atributos dos dinossauros tornaram impossível a sobrevivência durante catástrofe
Foto: Sxc.hu
 

O impacto do homem no planeta é tão grande que pesquisadores já discutem se entramos em uma nova Era Geológica, chamada por eles de Antropoceno, ou seja, a Era do Homem.

Entre as 100 espécies mais ameaçadas do planeta, cinco são do Brasil. Segundo lista apresentada pela Sociedade Zoológica de Londres, no Congresso Mundial da Natureza, na Coreia do Sul.

Muitos estudiosos afirmam que a soma das consequências de todos os desastres naturais ocorridos no último ano, por exemplo, teve muito menos impacto na superfície do planeta do que aquele causado pelo homem no mesmo período.

Entre os maiores impactos está a extinção de espécies. Animais estão morrendo em uma taxa aterrorizante e sem precedentes. E a pergunta é: Como essas espécies podem sobreviver a uma extinção em massa?

David Hone, pesquisador associado a Universidade de Bristol, especialista em dinossauros e pterossauros, explicou ao portal do The Guardian que é impossível prever exatamente quais espécies irão sobreviver a uma catástrofe global, mas alguns atributos podem contribuir para o seu destino.

Conheça alguns deles:

Ser pequeno: se o animal é pequeno, provavelmente tem uma grande população e, assim, uma maior diversidade genética. Pequenas criaturas também se reproduzem mais rápido do que as grandes, o que permite a rápida evolução e adaptação às novas condições. E, claro, um pequeno animal não requer alimentos e tantos recursos para continuar.

Ter muita prole: tal como referido acima, uma variação grande ajudará a evolução e torna mais provável a sobrevivência de algum filhote.

Ser um generalista: se o animal tem apenas uma fonte de alimento ou precisa de uma planta específica para se abrigar, então ele está condenado caso essa planta desapareça. Mas se ele pode comer qualquer coisa, provavelmente terá uma chance maior.

Ser amplo: similar ao ponto acima, se a espécie tem uma boa distribuição global, poderá residir em um local que é pouco afetado pela crise. Se vivem em habitats múltiplos, eles provavelmente serão menos afetados, pois poderão migrar de um para outro.

Ser livre para se mover: um animal que pode se mover livremente tem chances melhores, já que ele pode escapar das condições prevalecentes e seguir em frente. Se o Ártico for eliminado amanhã, por exemplo, há pássaros e baleias que podem se mover para a Antártida em alguns dias.

Sobreviver bem com o estresse: animais que sobrevivem longos períodos sem comida ou água ou têm tocas, são suscetíveis a viver melhor do que aqueles que precisam de água limpa abundante, ou só podem sobreviver algumas horas nas temperaturas erradas.

A importância desses dados está na possibilidade de prever quais grupos poderão precisar de uma proteção especial, como resultado da extinção global, um curso que aflige o planeta atualmente.

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