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Carros e Transportes

04 de Julho de 2013

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Montadoras apresentam proposta para viabilizar carros elétricos no Brasil

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Foto: Divulgação

Tornar viável a produção de carros elétricos e híbridos no Brasil. Esse é o objetivo de algumas das principais montadoras de veículos que vão entregar na sexta-feira, 5 de julho, uma proposta com esse propósito ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, informou o Estadão. Antes da etapa da produção, contudo, querem isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos importados. A justificativa será a de estabelecer a tecnologia no mercado.

O plano prevê uma cota de 500 veículos que entrariam no Brasil ainda em 2013 com IPI zero (hoje a taxa é de 13% a 25%), número que aumentaria anualmente até chegar a 2,4 mil unidades em 2017. Essas cotas seriam adicionais àquelas estabelecidas pelo programa Inovar-Auto, que livra uma parcela das importações da alta de 30 pontos porcentuais de IPI em vigor desde o fim de 2011.

Medidas de incentivo à produção, que devem ocorrer só a partir de 2017, ainda não são especificadas no estudo, que será levado ao governo pela diretoria da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O carro elétrico não emite poluentes e o híbrido (que combina motor a combustão e elétrico) também tem emissão zero quando funciona à eletricidade

Segundo fontes do setor automobilístico, o entendimento em relação a uma proposta única para viabilizar os carros menos poluentes no Brasil demorou a sair por causa da falta de interesse de montadoras que ainda não têm produtos dessa categoria em grande escala.

O programa Inovar-Auto, que entrou em vigor neste ano, estabelece que até 2017 os novos carros terão de emitir 12% menos gases poluentes do que os modelos atuais. Quem não atender a norma perderá a isenção dos 30 pontos extras do IPI.
Como a conta será feita com base numa média de emissões de todos os modelos de uma fabricante, carros elétricos e híbridos terão peso importante no cálculo.

Híbridos disponíveis

No início do ano, a Toyota, sozinha, entregou ao governo uma proposta em que estabelecia prazo de cinco anos para iniciar a produção local de híbridos com motor flex (elétrico e etanol). Pedia, em contrapartida, desoneração de IPI e de II. Desde janeiro, a marca vende no país o híbrido Prius, a R$ 120 mil. Importado do Japão, até agora foram vendidas 170 unidades. Também estão à venda os híbridos Ford Fusion, Lexus CT200h, Porsche Cayenne S, Mercedes-Benz S400 e o elétrico Nissan Leaf.

O consenso obtido entre as filiadas da Anfavea ocorre em um momento em que duas marcas já anunciaram intenção de produzir no Brasil veículos movidos a combustíveis alternativos. A Nissan assinou no dia 17 de junho um protocolo de intenções para estudo de viabilidade de produção de carros elétricos no Rio de Janeiro, onde o grupo japonês vai inaugurar uma fábrica em 2014.

O governo estuda dar peso maior a esses modelos. O carro elétrico não emite poluentes e o híbrido (que combina motor a combustão e elétrico) também tem emissão zero quando funciona à eletricidade.

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