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Carros e Transportes

09 de Julho de 2013

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Conheça obras de VLT que podem melhorar a mobilidade das cidades brasileiras

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VLT em Montpellier, na França
Foto: James-in-Transit

Você está contente com o trânsito em sua cidade? A menos que more em algum município do interior ou mesmo em uma ilha, dificilmente sua resposta será um sim, não é mesmo? Uma das alternativas para desafogar o tráfego intenso de veículos nas vias urbanas é o sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). O chamado "neto dos bondes" já é bem comum há tempos nas cidades europeias de países como a França, e ganhou incentivos aqui no Brasil com o advento da Copa do Mundo da Fifa, marcada para junho de 2014.

Em junho de 2013, a prefeitura do Rio de Janeiro e o governo federal assinaram um termo de compromisso para repasse de R$ 532 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade para a implantação do VLT na cidade. Orçado em R$ 1,164 bilhão, o projeto vai conectar a Região Portuária ao Centro da cidade e ao aeroporto Santos Dumont. Quando todas as suas seis linhas, distribuídas por 28 vias, estiverem operantes, a capacidade do sistema chegará a 285 mil passageiros por dia.

Já em São Paulo, o primeiro trecho do VLT, que vai ligar Santos e São Vicente, deve ficar pronto até meados de 2014. O projeto ocupa a antiga linha férrea das cidades do litoral e, quando estiver concluído, deverá transportar 70 mil passageiros.

Cada morador das 12 metrópoles brasileiras gasta, em média, uma hora e quatro minutos para se locomover

Na capital do Mato Grosso, Cuiabá, aproximadamente 80% dos ônibus deixarão de trafegar por três das principais vias da cidade após a implantação do VLT, que também deve ser entregue até meados de 2014. Com 22,2 quilômetros de trajeto, o VLT mato-grossense terá capacidade máxima de passageiros de 400 pessoas por veículo e o tempo de espera para o embarque será de até quatro minutos.

Fortaleza, por sua vez, conta com o projeto VLT Parangaba-Mucuripe, que prevê a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada em Parangaba, que fará integração com a Estação Parangaba - Linha Sul do Metrô e o terminal de ônibus do Sistema Integrado, a Estação elevada do Papicu (que fará a integração com a Linha Leste do Metrô e o terminal de ônibus) e outro tipo de padronização para as outras oito estações: Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate Clube.

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Interior de um VLT que circula na cidade francesa de Le Mans
Foto: IngolfBLN

O novo modal vai operar em via dupla e fará conexão ferroviária de 12,7 km entre a Estação Parangaba e o Porto do Mucuripe, sendo 11,3 km em superfície e 1,4 km em elevado.

A capital federal, Brasília, teve seu projeto de VLT excluído da Matriz de Responsabilidades por solicitação do governo do Distrito Federal, conforme o EcoD noticiou (para saber os porquês clique aqui). O sistema teria uma extensão de 6,5 quilômetros para ligar o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Asa Sul. Agora, a cidade toca as obras do BRT (sistema de ônibus rápido).

Barato e sustentável

Considerados por especialistas uma alternativa mais barata e sustentável que outros meios de transporte coletivo, como os ônibus e o metrô, os VLTs podem transportar até quatro vezes mais pessoas que o primeiro e custar metade do segundo. Atualmente, 18 cidades francesas têm pelo menos uma linha de VLT e, até 2014, outras nove implantarão suas primeiras linhas, que serão conectadas a outros tipos de modais.

"Do ponto de vista ecológico, este bonde moderno é o melhor sistema de transporte. Além de ser agradável de andar, é bastante silencioso. Isso ajuda a evitar, também, a poluição sonora, muito comum em ambientes urbanos”, explicou o diretor do Sindicato da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi.

No entanto, o especialista pondera que a escolha do sistema ideal depende de fatores como o tamanho da demanda e as condições da cidade. Só para se ter ideia, cada morador das 12 metrópoles brasileiras gasta, em média, uma hora e quatro minutos para se locomover, segundo dados do estudo Cidades: Mobilidade, Habitação e Escala, no Brasil, publicado em setembro de 2012 pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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