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Carros e Transportes

22 de Setembro de 2013

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No Dia Mundial sem Carro, Salvador inaugura sistema de compartilhamento de bicicletas

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Defronte a praça Castro Alves, inauguração do sistema despertou a curiosidade de quem passava pela avenida Sete de Setembro, no centro de Salvador
Fotos: Max Waak

Na chegada da primavera e também para marcar o Dia mundial sem carro, Salvador inaugurou no domingo, 22 de setembro, o sistema público de bicicletas compartilhadas, por meio do Movimento Salvador Vai de Bike, que busca incentivar o uso das bikes na capital baiana, impactar positivamente a mobilidade urbana e disseminar uma cultura de sustentabilidade entre os soteropolitanos.

Salvador é a quinta capital do país a implantar o projeto, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. A iniciativa é da prefeitura em parceria com a empresa pernambucana Serttel e o banco Itaú. Para usar o sistema, o usuário realiza um credenciamento anual no valor de R$10 - menos de R$ 0,80 mensais, que pode ser feito no site do programa.

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O prefeito de Salvador, ACM Neto, e o secretário do Ecopa, Isaac Edington (camisa azul), também apostam que o programa pode servir de legado para a Copa do Mundo

"Primeiro, realizamos um mapeamento da cidade e escolhemos 40 locais onde poderiam ser instalados os pontos de compartilhamento, cada um com dez unidades de bikes", explicou o secretário do Escritório Municipal da Copa do Mundo da Fifa (Ecopa), Isaac Edington, principal incentivador da ideia. Quanto ao descrédito de algumas pessoas sobre o sistema em relação a preservação dos equipamentos e questões de segurança pública (as bicicletas terão chips e serão monitoradas 24h), o gestor do Ecopa lembrou que o programa deu certo em todas as cidades em que foi implantado. E que em Salvador não será diferente.

O sistema de compartilhamento pode ser usado diariamente, das 6h às 22h. Já as ciclofaixas, incluindo a primeira, do Campo Grande ao Centro Histórico, só poderão ser utilizadas aos domingos e feriados, das 7h às 16h

O sistema consiste na instalação de estações "inteligentes" em locais estratégicos, conectadas a uma central de operações via wireless alimentadas por energia solar . "Desde a Cidade Baixa até Itapuã, planejamos dez iniciativas, entre ciclovias e ciclofaixas, para formar uma malha cicloviária. Agora, investiremos em educação e incentivo para criar essa cultura, do uso de bicicletas como alternativa ao transporte", completou o secretário, ao lembrar que a primeira ciclofaixa ligará o bairro do Campo Grande ao Centro.

Nova cultura

"Vamos inserir uma nova cultura na cidade, uma mudança de paradigma tanto para o lazer quanto para o transporte", ressaltou o prefeito de Salvador, ACM Neto. Segundo ele, o segundo circuito a ser instalado é o da orla, entre os bairros Barra e Ondina. "Haverá divisão da pista para garantir o espaço dos ciclistas", garantiu o gestor, que projeta no programa um dos legados para a Copa do Mundo de 2014 - a capital da Bahia é uma das 12 sedes.

"É um sistema 100% nacional e sustentável, alimentado por energia solar. O ideal é o deslocamento curto dos ciclistas, até três quilômetros, para que o usuário possa retirar outras bicicletas em novas estações", pontuou o diretor da Serttel, Ângelo Leal, que trouxe o projeto de compartilhamento de bikes para o Brasil após ter se encantado com a experiência de cidades europeias, como a capital francesa Paris.

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A cicloativista paulista Renata Falzoni é otimista quanto ao sucesso do compartilhamento de bikes em Salvador, mas ressalta importância da mudança de cultura
Foto: Agecom/Salvador

Cicloativistas opinam

Dois cicloativistas estiveram presentes na inauguração do sistema de compartilhamento de bicicletas, no centro de Salvador. A paulista Renata Falzoni, que tem 60 anos de idade (55 dedicados a bicicleta), defendeu que as ciclofaixas são "as sementes de tudo" e lembrou que Salvador encontra-se "atordoada por tantos carros". Na opinião dela, as autoridades que inauguraram o programa demonstraram conhecimento sobre a necessidade de ver as bikes como solução para as cidades, em vez de um problema. "Vou torcer para que dê certo na prática. Com vontade política vai. Sou otimista."

Só no sábado (21), dia em que o o programa foi lançado, o site (www.bikesalvador.com) teve 989 cadastros, até às 20h, sendo que 299 pagaram a taxa anual de R$10 para usar as bikes por um ano. A prefeitura estima que 10 mil baianos façam adesão a iniciativa.

Para o carioca Rodrigo Vitório, que utiliza o sistema no Rio de Janeiro, o compartilhamento "vicia". "Há um efeito colateral, porque quem conhece a bicicleta pública fica querendo comprar a sua também, porque ocorre às vezes de não ter ciclovia ou ciclofaixa no bairro em que mora", lembrou. Segundo ele, o maior problema do programa na capital fluminense é a demanda, pois as 600 bicicletas distribuídas por 60 estações já são insuficientes para atender aos usuários. "Cerca de 80% estão em uso durante o dia", exemplificou o cicloativista, para quem vivemos hoje um "apocalipse motorizado".

Como funciona

  • 1° Passo: O usuário precisa se cadastrar no sistema pela internet, no site www.bikesalvador.com. No cadastramento, será necessário efetuar o pagamento da anuidade, com valor R$10, através de cartão de crédito, sem a cobrança de tarifas diárias ou mensais. Depois, será possível utilizar o serviço ao longo de 12 meses.
  • 2° Passo: Para destravar a bicicleta, o usuário poderá ligar para o número 4062-7024, ou utilizar o aplicativo do Bike Salvador para smartphones, informando o número de identificação da estação e da bicicleta que deseja retirar. Em breve, será disponibilizada a destrava através do Salvador Card.
  • As bicicletas vão estar à disposição dos usuários durante todos os dias da semana, das 6 às 22h. De segunda a sábado, será possível usar a bicicleta por até 45 minutos ininterruptos sem custos. Depois, será necessário devolver a bike em qualquer uma das estações da cidade.
  • Se quiser pedalar por mais tempo, o usuário deverá esperar um intervalo de 15 minutos para utilizar outra bicicleta, procedimento que pode ser repetido de forma ilimitada. Caso a bicicleta seja utilizada por mais de 45 minutos ininterruptos, será cobrado o valor de R$5 por cada 30 minutos seguintes.
  • Já nas ciclofaixas, que vão funcionar aos domingos e feriados, os soteropolitanos vão poder usar cada bicicleta por até 90 minutos ininterruptos, sem cobrança extra. Para ter direito a utilizá-la por ainda mais tempo, o ciclista deve respeitar a regra dos 15 minutos, senão será cobrada a taxa de R$5 para cada 30 minutos seguintes.

É possível obter mais informações e esclarecer dúvidas através da Central de Informações do Bike Salvador, pelo telefone 4062-8077, que funciona diariamente, das 6 às 22h.

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