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Vida e Saúde

30 de Setembro de 2014

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"A ideia principal do veganismo é a defesa dos direitos dos animais", defende ativista

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Pastéis de forno expostos na feira, produzidos segundo os princípios veganos, sem usar ingredientes de origem animal
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Mais que uma alimentação, uma filosofia de vida. Assim os veganos definem a escolha por não comer produtos derivados de animais, como carnes, leites, ovos, mel. “A ideia principal do veganismo é a defesa dos direitos dos animais. Mais do que um discurso, é uma postura ética que faz com que o seu comportamento seja coerente com os seus ideais, que é a defesa dos direitos dos animais”, explica Vinícios Antônio, integrante da Frente de Ações pela Libertação Animal.

Para difundir a prática e mostrar que não é só possível, mas também saudável e saboroso ter uma alimentação feita sem agressões aos animais, a entidade promoveu no domingo, 28 de setembro, uma feira em um shopping de Brasília. Na lista de ofertas, sapatos feitos de material sintético em vez de couro, bem como coxinhas, cachorro-quente, bolos, comida japonesa, pastas árabes, cupcakes, quindim e muitos outros alimentos veganos, que diferem dos vegetarianos por poderem ser feitos com produtos derivados de animais.

Se parece difícil fazer um bolo sem usar os ingredientes tradicionais, Monyze Novaes ensina que se trata de conhecimento e adaptação. Em 2013 ela começou a vender comida vegana porque percebeu a ausência desses produtos e o crescimento do número de consumidores. Alguns meses depois, concluiu que “era uma contradição” continuar comendo carne. Então, mudou a alimentação e diversificou o cardápio.

A Sociedade Vegetariana Brasileira disponibilizou materiais que explicam o conceito dos direitos dos animais, que parte do princípio de igualdade entre as espécies, isto é, o ser humano não é mais importante do que as demais e não pode se apropriar delas, que devem também ter o direito à vida e à integridade física.

Na feira, ela ofereceu um workshop gratuito que ensinou os participantes a fazer bolos e leites veganos. “Quando você se torna vegetariana e principalmente vegana, você vê que tem uma gama diferente de ingredientes ao seu alcance, porque às vezes, quando comemos carne, nos limitamos ao que é óbvio e acabamos não conhecendo outros produtos”, compara Monyze.

Demanda e oferta

Já Vinícios acrescenta que “a comida vegana é barata, embora existam alguns problemas por causa da demanda. No entanto, do ponto de vista energético e calórico, é muito mais barato produzir comida vegana, que precisa de menos recursos, como a água”. Já a produção industrial da carne, por exemplo, demanda pasto, grande volume de água, além de se valer de produtos químicos como hormônios, explica.

No entanto, é preciso ficar atento na hora de modificar os hábitos alimentares, pois a dieta vegana pode ser deficiente em alguns nutrientes, como a vitamina B12, ferro e cálcio. Por isso, indica-se acompanhamento médico e, em alguns casos, o uso de suplementos alimentares.

Igualdade

Na feira, a Sociedade Vegetariana Brasileira disponibilizou materiais que explicam o conceito dos direitos dos animais, que parte do princípio de igualdade entre as espécies, isto é, o ser humano não é mais importante do que as demais e não pode se apropriar delas, que devem também ter o direito à vida e à integridade física. Nesse sentido, a entidade cobra o respeito à Lei 9.605/98, a qual trata dos crimes ambientais e aponta a necessária proteção aos animais, inclusive por parte de produtores.

Outra organização que participou do evento foi a BSB Animal, associação de proteção que recolhe animais das ruas. Integrante da associação, Marta Paiva conta que, ao longo de seis anos de trabalho, foram cerca de 500 animais cuidados e disponibilizados para adoção. Com a oferta de alimentos na feira, o grupo pretende arrecadar recursos para novos tratamentos.

(Por Helena Martins, da Agência Brasil)

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