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09 de Dezembro de 2014

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[Artigo] Negócios Socioambientais: percepções

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Por Camila Godinho e Juca Cunha*

Como exercitar algo concreto para viver e conviver com justiça socioambiental? O que ainda nos impede de pensar numa outra economia? Até quando o mundo irá suportar a destruição ambiental, desigualdade social e concentração de renda provocados pela economia capitalista?

A transição para a economia com justiça social, prudência ecológica e eficácia econômica passa pela discussão de negócios de impacto social. O desafio que está posto é por compreender os negócios de impacto positivo, que pressupõem sonhar, empreender e realizar, tendo a percepção socioambiental e o ganho econômico como uma equação necessária.

Diante desse cenário, os resultados do domínio do modo de produção capitalista apontam para a necessidade de construir uma economia que atenda às demandas de uma sociedade mais exigente e politicamente mais esclarecida, e intelectualmente mais qualificada.

As áreas prioritárias para os investidores são educação, inclusão financeira e saúde, seguidos por habitação, prevenção à poluição, gestão de resíduos e energia renovável.

A diferença é que, no cenário dos negócios socioambientais, não estamos falando em projeto social ou filantropia, mas em empreendimentos com ganho financeiro, focados em solucionar a lista infindável de problemas socioambientais.

O estudo “Mapa do Setor de Investimento de Impacto no Brasil”, publicado em maio de 2014 pela Aspen Network of Development Entrepreneurs, descreve um cenário em franco crescimento: entre 2003 e 2013 foram captados US$ 177 milhões para investimento, e em 2014, estima-se a captação de US$ 150 milhões, um aumento de 100% no número de transações comerciais.

As áreas prioritárias para os investidores são educação, inclusão financeira e saúde, seguidos por habitação, prevenção à poluição, gestão de resíduos e energia renovável. O estudo aponta ainda o interesse dos investidores em expandir o alcance geográfico tendo o Nordeste como principal foco.

Para fomentar o diálogo sobre o assunto, a SER, uma empresa socioambiental baiana, realiza o I Fórum de Negócios Socioambientais entre os dias 9 e 12 de dezembro, no Parque Unidunas, em Salvador-BA. Lá, as organizações e pesquisadores, referências do país no setor, irão dialogar sobre o assunto, inspirar e conectar empreendedores, estudantes, pesquisadores e gestores baianos. Programação completa e mais informações no site http://forum.negociosocioambiental.com/

Uma oportunidade para quem empreende, para quem deseja empreender, para quem atua no âmbito da responsabilidade social, da filantropia e do serviço público. Um espaço para quem quer atuar ativamente na sociedade e colaborar para sua transformação positiva.

*Camila Godinho e Juca Cunha são sócios fundadores da SER.

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