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Água

15 de Agosto de 2014

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Casal de Osasco instala sistema de captação de água da chuva

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Sistema de grande porte instalado em escola de Marechal Cândido Rondon, no Paraná
Foto: Saae

Preocupado com uma possível crise de abastecimento, um aposentado de Osasco, na Grande São Paulo, montou, com a ajuda da mulher, um sistema de captação e armazenamento de água da chuva na própria residência. Segundo o ex-analista de suporte em informática Valdir Albino, de 67 anos, o objetivo foi evitar o desperdício de água.

O sistema consiste de duas caixas d’água, de cerca de mil litros cada, instaladas no quintal da casa e que fazem a captação do líquido, acopladas a um pequeno motor elétrico, que bombeia esta água para outras duas caixas d’água e mais seis galões de 200 litros instalados no sótão, utilizados para o armazenamento. O aposentado estima que gastou entre R$ 3,5 mil a R$ 4 mil para montar todo o sistema.

“Mas o objetivo nem é o de economizar dinheiro; é o de cooperar para evitar o desperdício de água, ainda com uma crise dessas pela qual estamos passando”, enfatiza. A água captada é utilizada, principalmente, no tanque, em quatro banheiros e em limpeza em geral.

O plano dele é instalar ao menos mais uma caixa de mil litros para captação e outros seis galões para o armazenamento.

A preocupação com a crise hídrica teve início em março, com as primeiras notícias sobre a seca no Sistema Cantareira, um dos principais reservatórios que abastecem a capital. “Comecei fazendo um gráfico do sistema (Cantareira), que estava em torno dos 20% de sua capacidade. O apresentador do jornal disse então que na mesma época no passado estava em torno dos 60%. Foi quando eu pensei: ‘Esse negócio vai zerar’. Foi quando decidimos a montar este projeto de captação de água da chuva”, contou Valdir.

Projeto adiante

Sem entender nada de sistemas hidráulicos e de construção civil, o casal de aposentados levou adiante o projeto. “Apenas a laje onde estão as caixas d’água foi comprada pronta. Pagamos para os pedreiros e eles encheram a laje. Todo o restante, fizemos sozinhos”, revela.

Coincidentemente, o sistema de captação ficou pronto e começou a operar na mesma semana em que o Sistema Cantareira chegou a seu nível 0% e teve início a utilização do chamado volume morto no abastecimento de parte da capital paulista e de regiões da Grande São Paulo. “O dia mais feliz foi quando encheu a primeira caixa abastecida pela chuva”, festeja.

A falta de chuvas no período de inverno, no entanto, não afasta de todo a preocupação do aposentado. “Todo dia saio e já dou uma olhada para o céu para ver se vai chover.” O plano dele é instalar ao menos mais uma caixa de mil litros para captação e outros seis galões para o armazenamento. “É que estou achando que as caixas de mil litros são pouco”, explica.

(Via Programa Cidades Sustentáveis)

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