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Economia e Política

26 de Outubro de 2015

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Países pedem que a COP21 reconheça papel da Amazônia no controle do aquecimento global

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Floresta amazônica é vital para a regulação do clima em todo o mundo
Foto: Paulo Santos/2001/Amazônia Sob Pressão/Agência Brasil

Destacar o papel que as áreas protegidas da Amazônia exercem na regulação do clima global e a necessidade de preservar os benefícios e serviços produzidos pela região. Esse é o principal objetivo de uma declaração elaborada na terceira semana de outubro, em Bogotá (Colômbia), pelos diretores dos Sistemas de Áreas Protegidas de todos os oito países que compõem a Amazônia, embaixadores da União Europeia, delegados da Organização do Tratado de Cooperação da Amazônia e instituições ambientais.

O evento foi organizado pelo projeto Integração de Áreas Protegidas Amazônicas (Iapa) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A COP21 reunirá líderes mundiais em dezembro, em Paris, com o objetivo de estabelecer um acordo histórico a fim de manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC.

Mais de 170 milhões de hectares da Amazônia são de áreas protegidas. As 420 etnias indígenas somam 33 milhões de pessoas que dependem diretamente das reservas de água e de comida providas pelo ambiente natural da região.

Para o pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental (Ipam), Paulo Moutinho, a Amazônia já está sofrendo sérias alterações com áreas atingidas por secas severas

A declaração construída pelos países amazônicos na Colômbia deverá ser apresentada na COP21.

Desmatamento zero
Em 27 de setembro, a presidente Dilma Rousseff apresentou na Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a meta que o Brasil vai colocar na mesa de negociações da COP21: diminuir as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e em 43% até 2030, tendo 2005 como ano-base.

Para isso, o país prevê, entre outras ações, chegar ao fim do desmatamento ilegal em 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares, recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e integrar 5 milhões de hectares de lavoura, pastagem e pecuária.

 

Para o pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental (Ipam), Paulo Moutinho, a Amazônia já está sofrendo sérias alterações com áreas atingidas por secas severas. “Não dá para esperar até 2030 para zerar o desmatamento. O governo sabe que tem condições para uma antecipação bastante considerável dessa meta. As alterações já ocorrem na Amazônia devido à combinação de desmatamento com a influência da mudança climática global. É preciso fazer um esforço com a sociedade de cumprir essa meta muito antes do que está anunciado”, defendeu o especialista.

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