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26 de Fevereiro de 2016

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Reaproveitando os excedentes: por uma cultura sustentável

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Criatividade com técnicas de reaproveitamento na construção são fundamentais para uma cultura sustentável

Nosso planeta vem enfrentando um esgotamento da exploração dos recursos naturais que oferecem matéria prima para uma série de produtos industrializados. A indústria “domina” a economia do mundo desde a produção de alimentos, remédios, roupas, carros até a produção de cimento, aço e materiais da construção civil.

São incontáveis os impactos causados no meio ambiente e na sociedade até obter-se um produto final para suprir as necessidades de consumo da vida pós-moderna.

Segundo a ONU, embora as cidades ocupem apenas 3% da superfície terrestre do planeta, consomem 75% dos recursos naturais, produzem 50% dos resíduos mundiais e são responsáveis por 60 a 80% das emissões dos gases de efeito estufa. A urbanização só vai continuar a distorcer as taxas desproporcionais de consumo, aponta o Pnuma.

É evidente que se continuarmos a consumir incontrolavelmente e a levar esse estilo de vida ficará insustentável. E já está. Não podemos mais nos dar ao luxo de continuar alimentando indústrias que não buscam soluções eficazes para consolidar a cultura do reaproveitamento, consequentemente que não cuidam do meio ambiente e da saúde dos trabalhadores.

Não podemos continuar consumindo sem que aprendemos a compreender os ciclos produtivos a fim de estabelecer uma cultura mais sustentável, seja do ponto de vista ambiental, social e econômico.

Cultura imediatista X Cultura do reaproveitamento
Reaproveitar materiais faz parte da mudança de hábitos de consumo. Sabemos que podemos reaproveitar uma série de materiais que temos em casa mas não o fazemos por dependermos do péssimo hábito de querer tudo pronto… é só comprar.

No caso da construção civil não é diferente. De acordo com a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), o número de usinas de reciclagem de resíduos de construção e demolição (RCD) cresceu mais de 20% nos últimos anos, embora a maioria das cidades brasileiras, cerca de 5,5 mil, descarta materiais conhecidos como entulhos em lixões ou locais impróprios.

Entulhos como restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, entre outros, provenientes do desperdício na construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios, residências e pontes, são um bem necessário para quem gosta usar a criatividade e investir em construções mais sustentáveis.

Otimização de recursos + fazer o bem
A fim de diminuir os custos do projeto e demonstrar para as comunidades que é possível construir com materiais de demolição, bioconstrutores do projeto social União com o Rio Doce construíram cisterna de ferrocimento com parte de materiais encontrados na área do entorno de onde o projeto foi realizado.

Confira no depoimento de Raphael Autran, da empresa Baobá Tecnologias Ambientais:

 

(Por Fernanda Dorta, do Caminhos da Sustentabilidade)

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