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Ciência e Tecnologia

24 de Janeiro de 2016

 

Cientistas criam material que tende a deixar energia solar mais barata e eficiente

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As novas placas de FDT são formadas a partir da perovskita, um tipo de mineral que assume a forma de cristais e é largamente utilizado para equipamentos de energia solar
Foto: Stefano Paltera/US Dept. of Energy Solar Decathlon/ Flickr/ (cc)

Por meio da engenharia molecular, cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, desenvolveram recentemente um material capaz de transportar cargas positivas dentro dos painéis solares. Esta função é essencial para que as placas funcionem, mas, até hoje, os transportadores de carga eram muito caros.

Segundo os pesquisadores, as moléculas de FDT (sigla em inglês para fluoreno-ditiofeno dissimétrico) custa um quinto do preço dos outros produtos e eleva a eficiência energética em 20,2%, enquanto os painéis que estão hoje no mercado conseguem 14%.

O FDT pode, também, ser facilmente modificado, segundo os pesquisadores. Isso permitiria o aumento do leque de opções para construir vários modelos de placas fotovoltaicas.

Para Baitelo, além de reduzir o preço dos equipamentos, é preciso encontrar uma forma de baratear os serviços

As novas placas de FDT são formadas a partir da perovskita, um tipo de mineral que assume a forma de cristais e é largamente utilizado para equipamentos de energia solar. Segundo um de seus criadores, o professor Mohammad Nazeeruddin, elas são mais fáceis de fabricar e purificar.

Compra e instalação
O alto custo de compra e instalação de painéis fotovoltaicos é um dos grandes entraves para a disseminação do uso de energia solar no Brasil e no mundo, mas a descoberta suíça promete mudar radicalmente este cenário.

O coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, lembrou ao jornal O Globo que existem outras tecnologias ainda em laboratório que permitem aumentar a eficiência da energia solar em até 40%, mas todas elas são mais caras do que as que temos no mercado.

Larga escala
"A grande novidade dessa descoberta é a possibilidade de fazer a eficiência crescer ao mesmo tempo em que se reduz o custo", destaca. O grande salto vai ser conseguir produzir placas com esse material em larga escala.

Para Baitelo, além de reduzir o preço dos equipamentos, é preciso encontrar uma forma de baratear os serviços — instalação e manutenção — e a logística.

"O Brasil importa todos os equipamentos relacionados a energia solar. Se começarmos a fabricá-los, gastaremos menos com logística", ressalta.

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