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Carros e Transportes

16 de Outubro de 2017

 

GM pretende liderar mercado de veículos elétricos nos países do Mercosul

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A montadora americana General Motors (GM) quer liderar o mercado de veículos elétricos no Mercosul nos próximos anos, afirmou no dia 9 de outubro o presidente da companhia para esse bloco econômico, Carlos Zarlenga. Ao participar em São Paulo do Congresso Autodata Perspectivas 2018, o executivo ressaltou que a GM tem como meta lançar 20 produtos elétricos no mundo nos próximos cinco anos. “Se somos líderes no Mercosul (em vendas), temos que liderar em eletrificação”, enfatizou Zarlenga. “Para liderarmos no Mercosul, vamos ter que trabalhar isso no Brasil também”, acrescentou, sem dar mais detalhes.

O executivo comentou que a venda de um veículo na região gera uma média de US$ 25 mil a US$ 30 mil incluindo pós-venda. “Mas se você pensar nos ganhos que tecnologias como veículos autônomos poderão gerar isso sobe para US$ 500 mil ao longo da vida útil”, observou Zarlenga.

O presidente da companhia para a região comentou à Reuters que o mercado brasileiro deverá passar por uma “evolução muito rápida” nos próximos anos e adiantou que a GM irá anunciar novos investimentos no Mercosul em breve. A empresa já havia garantido aportes de R$ 4,5 bilhões entre este ano e 2020 no Brasil, dentro de um pacote de R$ 13 bilhões que vem sendo aplicado desde 2014.

Frota de elétricos
Um estudo recente da Fundação Getúlio Vargas Energia mostra que a frota mundial de elétricos e híbridos no ano passado era de 2 milhões de veículos para passageiros (exclui ônibus e motocicletas). A previsão é que até 2020 chegue a 13 milhões e, em 2030, a 140 milhões, ou 10% da frota total de carros.

No Brasil, desde 2011 foram vendidos 5,9 mil carros elétricos e híbridos, dos quais 2.079 neste ano, quase o dobro de 2016. O número representa 0,3% das vendas totais. O híbrido Toyota Prius, que custa R$ 120 mil, respondeu por quase 80% das vendas deste ano, com 1.635 unidades.

Postos de recarga
O professor Braz de Jesus Cardoso Filho, da UFMG, que estuda os carros elétricos há 30 anos, lembra que criar postos de reabastecimento ainda é um desafio. “É um problema difícil de resolver, porque na medida em que a frota de veículos elétricos é pequena não vai ser fácil achar investidores interessados em disponibilizar os pontos de recarga”, relaciona o especialista.

Para melhorar esse cenário, um grupo de empresas dos setores de energia, automotivo, tecnologia e de postos de combustível se prepara para uma ofensiva em prol dos carros elétricos e híbridos no Brasil. A visão do grupo, intitulado Rota 2030, é que o Brasil não pode ficar muito atrás na eletrificação automotiva caso queira se integrar às diretrizes da indústria global.

Uma das ações será o lançamento, até o fim deste ano, de uma rede de postos de recarga rápida, que permite que 80% da bateria seja carregada em até meia hora.

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