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10 de Julho de 2017

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Os negócios colaborativos têm algo de muito especial, diz Ricardo Pérez

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Ricardo Pérez, foi um dos palestrantes do Congresso Internacional de Sustentabilidade para os Pequenos Negócios (Ciclos)
Foto: Rodrigo Lorenzon

Um novo modelo econômico, o qual as empresas utilizam a tecnologia para ajudar as pessoas a trocar bens ou prestar serviços entre si. Assim é a economia colaborativa, também conhecida como economia compartilhada. Um dos maiores especialistas no assunto, o professor espanhol Ricardo Pérez, foi um dos palestrantes do Congresso Internacional de Sustentabilidade para os Pequenos Negócios (Ciclos), realizado em Cuiabá nos dias 6 e 7 de julho.

Na visão do professor da escola de negócios espanhola IE Business School, os negócios colaborativos têm algo de muito especial. “Esse tipo de economia está criando milhões de empreendedores, cada vez mais interessados em criar soluções para os inúmeros problemas da sociedade”, explicou.

Para exemplificar, além dos exemplos já clássicos representados por companhias como o aplicativo de transporte privado Uber e o site de aluguel de hospedagens Airbnb, Pérez citou que a economia compartilhada permite, através da tecnologia, que as pessoas hoje comprem roupas usadas de qualidade e adquiram alimentos orgânicos diretamente dos produtores.

A familiaridade dos brasileiros com as noções e práticas de economia compartilhada registrou crescimento de 6% em 2017

Brasil
No ano passado, o professor coordenou uma pesquisa, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que analisou 107 empresas latino-americanas que trabalham com o modelo de economia compartilhada. Das iniciativas pesquisadas, 32% foram fundadas no Brasil, que é o líder na região. “O Brasil é um dos países que têm o maior potencial nesse modelo de negócios. Há um grande mercado consumidor e um número expressivo de usuários de internet e de smartphone, o que favorece o surgimento dessas empresas”, justificou.

De acordo com Pérez, a maioria das empresas brasileiras que adere a esse modelo de economia costuma seguir o modelo de organizações que fizeram sucesso em nível mundial. Todavia, algumas delas atuam em setores diferentes, como o de turismo e aluguel de imóveis.

Preocupação
Segundo o professor espanhol, as empresas que adotam a economia colaborativa se diferem das tradicionais porque demonstram maior preocupação com os impactos sociais e ambientais de seus negócios. “Esse tipo de cuidado vem antes da busca por dinheiro ou por mercado”, acrescentou.

Contudo, o fator regulamentação ainda é um entrave para esse novo tipo de empreendedor. “Muitos disponibilizam serviços que até então não existiam e desconhecem quais regras precisam seguir. Acredito que os órgãos públicos passem a taxar os novos modelos de negócios com o tempo. Isso já foi feito com o Uber em algumas cidades brasileiras”, lembrou.
Familiaridade

A familiaridade dos brasileiros com as noções e práticas de economia compartilhada registrou crescimento de 6% em 2017, no comparativo com o ano de 2015, passando de 20% para 26% da população adulta urbana. Desses, cerca de 3 em cada 10 adotam o consumo colaborativo. Os dados constam da segunda edição do Radar de Consumo Colaborativo (CC), estudo realizado pelo instituto de pesquisa e opinião pública Market Analysis com mais de 800 pessoas em 9 capitais do país.

O repórter viajou à Cuiabá a convite do Centro Sebrae de Sustentabilidade.

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