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22 de Outubro de 2008

 

EcoD Básico: Compostagem, uma solução para o lixo orgânico

compostagem
O composto orgânico pode trazer muitos benefícios para o solo. Foto: Organic Garden

Em todo o planeta, um longo e contínuo processo natural de reciclagem acontece todos os dias. Restos de plantas e animais se decompõem com a ajuda de minhocas, fungos, bactérias e outros microorganismos. O resultado é um rico e nutritivo material chamado de adubo orgânico ou composto. A fabricação da compostagem imita o processo natural, porém com resultados mais rápidos e controlados.

Essa compostagem pode ser feita em grandes usinas ou dentro de um apartamento. Medindo corretamente as escalas, é possível reciclar o lixo orgânico em qualquer lugar. Se for feita em casa, a compostagem pode reduzir até 50% de todo o lixo doméstico, diminuindo a quantidade de lixo recolhido e enviado aos grandes aterros sanitários.

Benefícios da prática

A compostagem cria um material super nutritivo que auxilia as plantas no seu desenvolvimento e crescimento, evita o surgimento de pragas e doenças, além de fornecer nutrientes importantes para o solo. Ela aumenta também a capacidade da terra filtrar mais água, reduzindo erosões; estimula o desenvolvimento das raízes, que se tornam capazes de absorver uma quantidade maior de água e nutrientes; e equilibra a temperatura e o nível de acidez do solo.

A prática dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas) e prolonga a vida do solo, favorecendo a reprodução de microorganismos benéficos às culturas agrícolas. Em terrenos argilosos, a compostagem auxilia a sua drenagem. Já nos arenosos, ela ajuda a reter melhor a umidade. Uma pilha de material composto garante adubo de primeira qualidade para os agricultores e jardineiros.

Como construir uma composteira

Antes de qualquer coisa, esqueça a idéia de que fazer um composto é algo difícil e que necessita de muito espaço. Também esqueça que ele é algo sujo e que pode atrair animais indesejados. Feito da forma correta, um composto lhe trará muitos benefícios sem causar nenhuma dor de cabeça.

Comece pela escolha do local. Ele deve ser de fácil acesso; a água deve chegar fácil para molhar as pilhas; e o solo tem que ter uma boa drenagem. Também é preferível que as composteiras sejam montadas em locais com sombra e protegidas de vento intenso, pois resseca o material.

Com o local da pilha escolhido, comece a juntar pequenas folhas, gramas e lixo de cozinha - como cascas de banana, farelo de ovo, restos de verduras, legumes e frutas, borra de café e tudo mais que estiver disponível. Armazene esse material até que a pilha chegue a 15 ou 20 centímetros de altura.

Depois de montar a primeira camada, regue-a (sem encharcar) e cubra com cerca de cinco centímetros de adubo pronto ou terra. Essa material ajudará a manter o equilíbrio interno do composto, impedindo cheiros ruins e garantindo sua qualidade.

Cuidados

Alterne os materiais orgânicos com terra ou adubo pronto até que a pilha fique bem alta, com aproximadamente 1,5 metros. Regue o recipiente de compostagem regularmente para manter o composto umedecido e remexa o material todos os dias ou a cada dois dias, para assegurar o fornecimento adequado de oxigênio.

À medida que você adiciona novas matérias orgânicas e remexe o composto, você estará misturando o lixo intacto com camadas parcialmente decompostas. O material quase acabado assentará no fundo porque as partículas são menores. Dessa forma, é dali que você deverá retirar o composto pronto.

Para avaliar se já está no momento certo, verifique se a temperatura está adequada (ela deve girar em torno de 38ºC) e se ainda é possível visualizar algum material parecido com o lixo que foi depositado (nesse caso, é melhor esperar mais um pouco). O volume do material também deve estar reduzido, a cor dever ser marrom escuro ou preto, a textura macia e o cheiro deve ser de terra.

Usando o composto

Quando seu adubo orgânico estiver pronto, você já pode utilizá-lo. Misture-o com o solo antes de plantar ou aplique sobre a superfície do vegetal. O ideal é que o material seja utilizado assim que recolhido da composteira. Quanto mais rápido, mais nutrientes ele terá.

O que pode ser compostado?

Restos de legumes, verduras, frutas e alimentos, filtros e borra de café, cascas de ovos e saquinhos de chá, galhos de poda, palha, flores de galho e cascas de árvores, papel de cozinha, caixas para ovos e jornal, penas e cabelos, palhas secas e grama (somente em pequenas quantidades).

O que não pode ser compostado?

Materiais não putrescíveis ou de difícil decomposição, e outros por razões de higiene ou por conterem substâncias poluentes como carne, peixe, gordura e queijo (podem atrair roedores), plantas doentes e ervas daninhas (microrganismos doentes e ervas daninhas podem se multiplicar), vidro, metais e plásticos, couro, borracha e tecidos, verniz, restos de tinta, óleos, todo tipo de produtos químicos e restos de produtos de limpeza, cinzas de cigarro, de madeira e de carvão, inclusive de churrasco, saco e conteúdo de aspirador de pó (valores elevados de metais e poluentes orgânicos), fezes de animais domésticos, papel higiênico e fraldas (por razões de higiene).

  • Caso você more em apartamento, confira o manual preparado por Alexandre Freitas, da Fundação Gaia, sobre como fazer uma composteira em um apartamento e mão a obra!

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